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História da Brigada Militar
Ao longo de sua existência, a Corporação passou por uma série de transformações , decorrentes da evolução socioeconomica do Estado. Recebeu diversas denominações. Força Policial (1837 e 1873), Corpo Policial (1841 e março 1892), Guarda Cívica (1889 e junho de 1892), Brigada Policial (junho de 1892) e, finalmente BRIGADA MILITAR (outubro de 1892).

Em 1865, com o início da Guerra do Paraguai, foi incorparada ao Exército Imperial, em território argentino, onde permaneceu até maio de 1870. Quatro anos depois, o Corpo Policial foi enviado para a localidade de Ferrabraz, em São Leopoldo, para apoiar na campanha contra a seita religiosa dos Mucker.
Quando iniciou a Revolução Federalista, entre maragatos (ou libertadores) e as forças governistas (conhecidas por pica-paus) lideradas por Júlio de Castilhos, a Brigada Militar, já estava posicionada, pronta para o combate. Dois dias depois da invasão do Estado a Corporação participou da Revolução, foi elogiada por Julio Prates de Casti lhos pelo seu desempenho. A partir dai, a Brigada Militar se manteve atuante na manutenção da ordem e na defesa dos interesses do povo.

Ainda naquele período, a Corporação passou a investir nas áreas de ensino e instrução , criando Escolas Regimentais para alfabetizar os praças e um Curso-Preparatório para Oficiais. Além da aquisição de uma gleba de terra na Chacara das Bananeiras, a Brigada Militar inaugurou a Linha de Tiro (1910); a enfermeira organizada em 1907, no bairro Cristal, deu origem ao Hospital da Brigada Militar (1911); foram criados Depósitos de Recrutas (1911), a Banda da Brigada (1912), o Grupo de Metralhadoras (1914) e a Escola Presidencial, responsável pela segurança Palácio do Governo do Es tado (1916), e finalmente, o serviço de Aviação (1923-1924).
Com a aproximação da eleição presidencial, a situação politica do Estado começou a ficar conturbada. De um lado apresentou-se o candidato Antônio Augusto Borges de Medeiros (que já vinha governando a 20 anos) e, pela oposição Assis Brasil. Com a vitória do primeiro, os partidários de Assis Brasil não se conformaram e deram início à Revolução Assisista (1923), na qual a Brigada Militar teve participação ativa, sendo elogiada por Borges de Medeiros.
Posteriormente, foi chamada para apoiar o Governo Federal na Revolução de 1924, em São Paulo. A atuação da tropa gaúcha foi destacada e eficiente. Depois de combater na capital paulista, explusando os sediosos , empenhou-se em perseguir a coluna Miguel Costa - Carlos Preste nas regiões Centro, Norte e Noroeste do Brasil.

Em outubro de 1930 teve início mais uma revolução pela sucessão à presidência da República. A Brigada Militar foi totalmente mobilizada, participando de combates na capital gaúcha, em Rio Grande e no Rio de Janeiro. Dois anos depois, enviou seus homens a São Paulo para apoiar o Governo Federal na Revolução Constitucionalista.
A partir de 1934, a Brigada Militar iniciou suas atividades de Policiamento Rodoviário e no ano seguinte passou a realizar atividades de policiamento, prevenção e combate ao fogo, busca e salvamento.

Depois de apoiar a Campanha da Legalidade (1961) e de enviar tropas para o interior do Estado (1964), com o intuíto de manter a ordem pública, a Instituíção passou por profundas transformaçõe, a partir de 1967, quando assumiu o policiamento ostensivo em todo o Estado.

A Brigada Militar não se limita a policiar, mas está presentesempre que a segurança e o bem-estar da sociedade estiverem ameaçados. Para isso, conta com as unidades de policiamento ostensivo, rodoviário, ambiental, aéreo, operações especiais, atendimento a turistas, área de fronteiras e bombeiros.
A grandeza desta força reside nas pequenas ações de todos os dias.
Missão da Brigada Militar

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 - Art. 144
A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.

§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a:
I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei;
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência;
III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;
IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.

§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais.

§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais.

§ 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares.

§ 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.

§ 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.

§ 6º As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.

§ 7º A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades.

§ 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei.

§ 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na forma do § 4º do art. 39.

§ 10. A segurança viária, exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do seu patrimônio nas vias públicas:
I - compreende a educação, engenharia e fiscalização de trânsito, além de outras atividades previstas em lei, que assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente; e
II - compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos respectivos órgãos ou entidades executivos e seus agentes de trânsito, estruturados em Carreira, na forma da lei.
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