História da Brigada Militar

1837

  A ordem interna encontrava-se conturbada na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul pela ação dos farroupilhas, quando o presidente, Antonio Elzeário de Miranda e Britto, promulgou a Lei Provincial nº 7, em 18 de novembro de 1837, criando a Força Policial da Província, com o efetivo de 19 oficiais e 344 praças e as atribuições de auxiliar na justiça, manter a ordem e a segurança pública na capital, nos subúrbios e nas comarcas.
   Sua regulamentação só ocorreu, em 05 de maio de 1841, quando entrou em vigor o Regulamento do Corpo Policial. Após sua regulamentação, ocorreu a nomeação dos primeiros oficiais. Em 14 de julho de 1841, o Corpo Policial iniciou suas atividades, sob o comando do tenente-coronel do Exército Quintiliano José de Moura, na época, chefe de polícia em Porto Alegre.
   A partir da regulamentação do Corpo Policial, em 1841, inúmeros oficiais do Exército estiveram no Comando-Geral da Instituição.
  - Tenente-coronel Sebastião Barreto Pereira Pinto (1847 a 1849),
  - Tenente-coronel Antônio Jacintho da Costa Freire (1850),
  - Major João Luiz de Abreu e Silva (1851 a 1857),
  - Tenente-coronel José Antônio da Silva Lopes (1858 a 1864),
  - Tenente-coronel José Antônio da Silva Lopes (1858 a 1864),

1865

   Com o objetivo de derrubar o presidente do Partido Blanco e substituí-lo pelo líder dos colorados, forças brasileiras invadiram o Uruguai, em novembro de 1864. Em represália, o presidente paraguaio Solano López, que apoiava os blancos, rompeu relações com o Brasil, proibiu a navegação brasileira pelo rio Paraguai e, em janeiro de 1865, invadiu a província do Mato Grosso e, mais tarde, duas províncias argentinas. Na ocasião, o exército paraguaio possuía cerca de 70 mil homens, prontos para a batalha, enquanto a tropa brasileira não chegava a 18 mil integrantes e a Argentina possuía seis mil soldados, aproximadamente.
   Diante das graves e extraordinárias circunstâncias em que se encontrava o país e da necessidade de serem adotadas “todas as providências para a sustentação, no exterior, da honra e da integridade do Império”, foram “criados extraordinariamente corpos para o serviço de guerra compostos de todos os cidadãos maiores de dezoito e menores de cinquenta anos, que voluntariamente se quiserem alistar”. Contra as pretensões do governo paraguaio, em maio de 1865, o Brasil, a Argentina e o Uruguai uniram-se formando a Tríplice Aliança, que contava com o apoio militar e financeiro da Inglaterra.
   Em julho de 1865, 60 praças do Corpo Policial passaram a integrar o 33º Corpo de Voluntários da Pátria que se organizava em Porto Alegre, sob o comando do general Luiz Manoel de Lima e Silva. Porém, segundo Ribeiro, em dezembro deste ano, “as praças que nele estavam servindo” foram excluídas. O autor afirma que “ainda no mesmo mês, foram mandados apresentar ao coronel Augusto Frederico Pacheco, três oficiais e 40 praças, para fazer parte do Piquete do Imperador” que, sob o comando do capitão Francisco Antônio de Morais, deveria escoltar Dom Pedro II e sua comitiva até a cidade de Uruguaiana, invadida por uma divisão do exército Paraguaio. Uma semana depois da chegada de D. Pedro II em Uruguaiana, ocorreu a rendição do Exército Paraguaio.
   Convertido em 9º Batalhão de Voluntários da Pátria, o Corpo Policial marchou para o teatro de operações, integrando o 1º Corpo do Exército Brasileiro, comandado pelo marechal Luís Alves de Lima e Silva. Mais tarde, recebeu a denominação de 39º Corpo de Voluntários da Pátria.
   No transcurso da Guerra, o Corpo Policial participou das batalhas de Tuiuti e Avaí, além das ações em Estero Belaco, Passo da Pátria, Tuiu-Cuê, Humaitá, Suruí, Angostura e Lomas Valentina, decisivas para a derrota do Paraguai, retornando ao Brasil, no final de maio de 1870, quando foi recebido festivamente e entregou a bandeira utilizada pelo Corpo de Voluntários da Pátria na Catedral Metropolitana de Porto Alegre.
   Estiveram no Comando-Geral do Corpo Policial:
   - Major da Guarda Nacional José de Oliveira Bueno (1865),
   - Major José Maria de Alecastro (1866),
   - Coronel honorário do Exército José de Oliveira Bueno (1869).

1873

   Conforme Lei Provincial nº 874, de 26 de abril de 1873, o Corpo Policial foi extinto dando lugar à Força Policial, que possuía as mesmas características militares da instituição anterior, organizada com uma seção móvel na Capital, sede do Comando-Geral, e seções fixas no interior da Província.

1874

   Em 1874, a Força Policial foi enviada para a localidade conhecida como Padre Eterno (Sapiranga), com o objetivo de apoiar na campanha contra a seita religiosa dos Mucker (que significava falso santo, em português), orientada pelo casal Jacobina Mentz Maurer e João Jorge Maurer.
   Tudo começou depois que imigrantes alemães instalados na colônia de Padre Eterno, mostraram-se insatisfeitos com as precárias condições de assistência médica e de educação na região. Esses colonos eram liderados por Jacobina e João Jorge Maurer.
   Na época, os moradores acreditavam que Jacobina possuía o dom de diagnosticar doenças e curar os enfermos com o uso de plantas e chás. Assim, a residência do casal passou a ser um local de curas e de culto, onde Jacobina, afirmando ser uma reencanação de Jesus Cristo, reunia centenas de pessoas, com o objetivo de evangelizá-las.
   Diante disto, preocupados com a influência que ela passou a exercer sobre os moradores, tropas militares começaram a combater suas atividades. Em 28 de junho de 1874, 100 soldados, incluindo homens do Corpo Policial, sob o comando do coronel Genuíno Sampaio, cercaram o reduto dos Mucker. Sem estratégia e sem treinamento, as tropas militares perderam 39 homens, contra seis dos mucker.    Em 18 de julho, houve um segundo ataque, com um contingente mais reforçado, resultando na morte de alguns Mucker e do coronel Sampaio, e a fuga de Jacobina. Três dias depois, ocorreu um novo ataque. Finalmente, em 02 de agosto de 1874, conduzidos por Carlos Luppa (ex-Mucker), soldados chegaram ao reduto dos Mucker e mataram Jacobina e seus 16 seguidores.
   Estiveram no Comando-Geral da Corporação:
   - José Maurício de Oliveira (21 de abril de 1874 a 19 de novembro de 1874, interinamente),
   - Coronel José Antônio da Silva Lopes (19 de novembro de 1874 a 24 de outubro de 1875),
   - Tenente-coronel da Guarda Nacional Joaquim Rodrigues da Silva (24 de outubro de 1875),    - Major Honorário do Exército Antônio de Lima Bueno (1877 a 20 de fevereiro de 1878),
   - Coronel Reformado João Daniel Damaso dos Reis (20 de fevereiro de 1878 a 2 de agosto de 1880),
   - Major José Joaquim de Andrade Neves ( 2 de agosto de 1880 a 1883),    - Tenente-coronel Luiz Ennes Bandeira (1883 a 24 de setembro de 1885),
   - Capitão Antônio Lino de Figueiredo Moreira (24 de setembro de 1885 a 31 de agosto de 1886, interino),
   - Major Reformado Francisco Rio-Pardense de Macedo (31 de agosto de 1886 a 1888),
   - Major Thomaz Thompson Flores (26 de dezembro de 1889 a março de 1890),
   - Capitão Cypriano na Costa Ferreira (março de 1890 a 6 de maio de 1892).

1892

   Após a proclamação da República, em 1889, foi promulgada a primeira Constituição do Brasil republicano, que estabeleceu as principais características do Estado brasileiro contemporâneo com o modelo presidencialista e federativo, o voto direto, a separação entre Estado e Igreja, a independência entre os três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), e o fim do Poder Moderador. A Constituição concedeu autonomia para que os Estados elaborassem suas próprias constituições e estabeleceu que os governos estaduais adotassem providências para a manutenção da ordem e segurança pública, autorizando a organização de guardas cívicas. Em consequência, a 26 de dezembro de 1889, a Força Policial passou a ser denominada de Guarda Cívica do Estado.
   No Rio Grande do Sul, a Constituição promulgada, em 14 de julho de 1891, foi calcada nos princípios positivistas de Augusto Comte, dando início a um período de instabilidade política no Estado. Após a queda do marechal Deodoro da Fonseca da presidência da República, Júlio de Castilhos deixou o governo do Rio Grande do Sul, sob pressão e, do final de 1891 até a metade de 1892, o Estado vivenciou a sucessão de 18 governos.
   Nesse período, que ficou conhecido como governicho, a Guarda Cívica voltou a ser denominada de Corpo Policial, em 28 de março de 1892; recebeu a denominação de Brigada Policial, em 06 de junho de 1892; e retomou o nome de Guarda Cívica, em 17 de junho de 1892, após a queda da Junta Governativa e o retorno de Júlio de Castilhos à presidência do Estado.
   A insatisfação em decorrência do retorno de Júlio de Castilhos foi tão grande que, em junho de 1892, a canhoneira Marajó navegou pelo Lago Guaíba, da ponta do Gasômetro até a altura da Rua General Silva Tavares (atual Rua Marechal Floriano) efetuando centenas de disparos. Esse fato provocou uma reação da sociedade porto-alegrense, que defendeu a Capital junto com as forças militares do Exército e da Guarda Cívica. “Após o combate, um esquadrão de cavalaria, pertencente à Guarda Cívica, percorreu as ruas da cidade, assegurando a ordem pública”, conforme publicou o jornal A Federação.
   Finalmente, Fernando Abbott assumiu interinamente a presidência do Estado e pelo Ato nº 357, de 15 de outubro de 1892, criou a Brigada Militar para zelar pela segurança pública, mantenimento da República e do Governo do Estado, fazendo respeitar a ordem e executar as leis, em todo o território sul-rio-grandense. Seu primeiro comandante e organizador foi o major do Exército Joaquim Pantaleão Teles de Queiroz, comissionado no posto de coronel.

1893

   Em 9 de fevereiro de 1893, eclodiu no Rio Grande do Sul a Revolução Federalista, entre pica-paus ou chimangos, aliados a Júlio de Castilhos, e maragatos (federalistas), que queriam a deposição dos presidentes Federal e Estadual e a revogação da Constituição Estadual. O movimento teve início quando os revolucionários, comandados por Gumercindo Saraiva, procedentes da República do Uruguai, invadiram o Estado pela região da Carpintaria, próxima ao rio Jaguarão, na fronteira com o Uruguai, aliando-se às forças de João Nunes da Silva Tavares (Joca Tavares). Dois dias depois, quando Gumercindo Saraiva se dirigia ao encontro de Joca Tavares, comandante em chefe do exército federalista, travou combate com forças republicanas e forças civis, no Passo do Salsinho. No mesmo dia as tropas de Gumercindo Saraiva bateram em retirada, sendo perseguidas, sobretudo pelo 2º Batalhão de Infantaria. O Combate do Salsinho foi considerado o batismo de fogo da Brigada Militar.
As tropas republicanas foram organizadas em cinco divisões, que correspondiam às regiões do território gaúcho (Capital, Norte, Sul, Oeste e Centro) e contaram com o apoio dos 17 Corpos Provisórios, que foram distribuídos estrategicamente em diferentes pontos do Estado, principalmente na região da fronteira. Durante a Revolução, alguns Corpos Provisórios foram incorporados à tropa regular e prestaram relevantes serviços à Corporação.
A participação da Brigada Militar foi intensa, ao longo da Revolução Federalista. Em 1893, combateu em Inhanduí, Upamototi, Restinga, Piraí, Serrilhada, Cerro Chato, Rio Grande, Mariano Pinto, Mato Castelhano, Mato Português e Rio Negro. No ano seguinte, tomou parte do Cerco de Bagé, além de ter combatido no quilômetro 34 da estrada São Francisco de Paula-Taquara, Rio Pelotas, Campo do Meio, Passo Fundo (Pulador), Carovi, Capão das Laranjeiras e Traíras. Finalmente, no último ano da Revolução, participou das ações bélicas em Campo Osório.
Com o término da Revolução, a Brigada Militar retornou às suas atividades, mantendo a maioria do seu contingente aquartelado.

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Inauguração do cenotáfio em homenagem ao Cel Pillar, morto durante a Revolução Federalista Imagem-1
Cel Venâncio Batista, Cmt-G, junto ao cenotáfio em homenagem ao Cel Pillar, morto durante a Revolução Federalista  Imagem-2

1897-1898

   Em 11 de fevereiro de 1897, o coronel do Exército José Carlos Pinto Júnior assumiu o comando-geral da Brigada Militar.
   Em 20 de junho de 1898, foram criadas as Escolas Regimentais, destinadas aos praças “que se encontrassem em melhores condições morais e intelectuais”. Eles teriam aulas de leitura, caligrafia, quatro operações, noções de higiene militar e deveres do soldado, cabo de esquadra, furriel e sargento, e todas as circunstâncias do serviço de paz e guerra; organização de papéis relativos às campanhas e esquadrões, de acordo com os modelos adotados.
   Simultaneamente, funcionava o curso de preparatórios para oficiais e inferiores, que se destinava a elevar o nível intelectual dos oficiais e contava com os melhores professores da Capital, dentre os quais estavam o educador Alfredo Clemente Pinto, o capitão e professor João Vespúcio de Abreu e Silva, o educador e engenheiro militar Otávio Rocha, Ildefonso Gomes, o professor e historiador     Afonso Guerreiro Lima, Antonio Gonçalves Moura Monteiro e o professor Leopoldo Tietböhl.
   Em consequência das exigências de escolaridade para a inclusão na Corporação, esses cursos deixaram de existir e, em 01 de março de 1916, o coronel Affonso Emílio Massot criou o Curso de Ensino, com duração de dois anos, para “proporcionar aos oficiais e inferiores da Brigada Militar meios de se aperfeiçoarem no conhecimento de várias matérias de instrução intelectual, sem sacrifícios pecuniários”. As disciplinas ministradas no curso seriam: português, francês, matemática, geografia, história do Brasil e desenho linear.
   Diante da necessidade de outra orientação ao Curso de Ensino, de modo que proporcionasse aos oficiais e inferiores o estudo de disciplinas fundamentais ao seu melhor preparo militar, o programa de ensino foi modificado e sua denominação foi alterada para Curso de Preparação Militar (CPM).
   Em 28 de agosto de 1934, foi aprovada a proposta para que os Cursos de Preparação Militar, de Sargentos, de Transmissão e, mais tarde, de Educação Física Militar passassem a integrar o Centro de Instrução Militar (CIM), cujo diretor seria o oficial mais graduado da Missão Instrutora, com a missão de formar, aperfeiçoar e especializar oficiais e praças. O CIM foi instalado definitivamente, em 6 de abril de 1936, na Chácara das Bananeiras, quando foi organizado como unidade de ensino.
   No ano seguinte, foram estabelecidas as normas para o exame de admissão ao Curso de Preparação Militar e ficou estabelecido que o curso seria um curso técnico-profissional, exclusivamente para sargentos da Brigada Militar e, excepcionalmente, a juízo do comandante-geral, para oficiais efetivos, graduados e comissionados, devendo o exame dos oficiais ser separado do dos praças.
   O Curso de Preparação Militar passou a ser denominado de Curso de Formação de Oficiais (CFO), em 1942.

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Imagem-1 Escola Regimental do 2º RC, 1922
Imagem-2 Formatura do CIM (década de 1940)
Imagem-3 Formatura do CIM no Estádio General Cypriano
Imagem-4 Formatura na Chácara das Bananeiras

1907

   Desde a criação da Brigada Militar, havia a previsão de profissionais da área de saúde em sua estrutura organizacional.
   Durante o Período Imperial, o Estado firmou um convênio com a Santa Casa de Misericórdia, a fim de que as praças da Corporação fossem tratadas nas enfermarias dessa Instituição. Entretanto, a partir de 1892, as instalações da Santa Casa de Misericórdia não ofereciam condições ideais para atender às demandas. Em consequência, em janeiro de 1907, foi criada a Enfermaria Militar, também chamada de Enfermaria do Cristal, na Ponta do Dyonísio, em um terreno elevado que oferecia excelentes condições de ventilação e iluminação, além de ser afastado do perímetro urbano.
   Em 4 de agosto de 1911, a Enfermaria do Cristal foi transformada no Hospital da Brigada Militar, destinado ao atendimento exclusivo do seu efetivo. Conforme contrato estabelecido, as Irmãs da Penitência e da Caridade da Ordem Terceira de São Francisco de Heythuizem eram responsáveis pelo cotidiano hospitalar.
   Três anos depois, atendendo à proposta do médico Ignácio Capristano Cardoso, um dos principais propagadores da homeopatia no Estado, o Comando da Corporação criou a enfermaria homeopática do Hospital da Brigada Militar.

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Ambulâncias do Hospital da BM Imagem-1
Enfermaria do Cristal Imagem-2
Gabinete de análises do Hospital da Brigada Militar (1918) Imagem-3
Gabinete dentário do Hospital da Brigada Militar (1918) Imagem-4
Médicos, farmacêuticos e enfermeiros do Hospital da Brigada Militar (1917) Imagem-5
Sala de cirurgia do Hospital da Brigada Militar(1918) Imagem-6
Visita ao Hospital da Brigada Militar(1917) Imagem-7

1909-1910

   Em 15 de março de 1909, o coronel do Exército Cypriano da Costa Ferreira assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar.
   O prédio da Linha de Tiro foi inaugurado, em 20 de outubro de 1910, na Chácara das Bananeiras e destinava-se ao treinamento para o manuseio de armas de fogo. Na inauguração, o disparo de honra foi efetuado pelo Dr. Carlos Barbosa Gonçalves, presidente do Estado, com um fuzil.
   Com o objetivo de simplificar os exercícios de pontaria e obter, em pouco tempo, homens aptos para a prática do tiro, a Corporação adquiriu o aparelho subtarget, de procedência norte-americana, que era utilizado, durante os treinamentos, sem munição. O aparelho, que se destinava a preparar preliminarmente os atiradores, podia ser utilizado em qualquer espaço, ainda que reduzido.

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 Imagem-1Inauguração da Linha de Tiro (1910)
 Imagem-2 Subtarget sendo utilizado em treinamento de tiro (1918)
 Imagem-3Vista interna do Stand da Linha de Tiro (1918)

1911

   Em fevereiro de 1911, foi inaugurado o Depósito de Recrutas, na Chácara das Bananeiras, destinado à instrução dos voluntários que ingressavam na Brigada Militar. Depois de submetidos aos exames sobre os conteúdos ministrados, os recrutas eram declarados prontos para o serviço e apresentados nos batalhões ou regimentos.
   Algum tempo depois, o Depósito de Recrutas teve sua denominação alterada para Escola de Instrução, reunindo a Linha de Tiro, o picadeiro e o estádio de instrução física.





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Compromisso da 2ª Turma do Depósito de recrutas em frente ao prédio da Linha de Tiro (1920) Imagem-1
Turma de recrutas prestando compromisso (24 de maio de 1921) Imagem-2
Depósito de Recrutas Imagem-3

1912

   As bandas de música sempre representaram um elo de integração e socialização com as comunidades, desde o seu surgimento, na segunda metade do século XVII. Em ações militares, a música servia como meio de comunicação nos campos de batalha, além de elevar o moral da tropa e atemorizar os inimigos, já que determinados sons poderiam perturbá-los. Em tempos de paz ou durante os intervalos entre os combates ou batalhas, as bandas alegravam os soldados com repertório popular.
   A Brigada Militar possuía, no final do século XIX, quatro formações musicais em algumas das suas unidades, entretanto, somente em 1909 o maestro da Banda do 1º Regimento de Cavalaria (1º RC), tenente Pedro Corrêa Borges, começou a idealizar a composição de uma grande banda, com instrumentos modernos, constituída pelos melhores músicos da Corporação. Pedro Corrêa Borges era um profissional reconhecido e, em agosto de 1908, depois de retornar de uma apresentação da banda do 1º RC nas festividades alusivas ao centenário dos portos, no Rio de Janeiro, foi agraciado pelo Jornal do Comércio com uma batuta de ébano encastoada de ouro.
   Finalmente, em 23 de janeiro de 1912, foi criada a Banda de Música da Brigada Militar, com 30 componentes oriundos do 1º RC, sob a regência do tenente Pedro Corrêa Borges, que foi declarado alferes inspetor das bandas de música pelo presidente do Estado, a partir de proposta encaminhada pelo comandante-geral da Corporação.
   A Banda de Música da Brigada Militar estava subordinada ao Comando-Geral e, dentre suas atribuições, deveria acompanhar as tropas em ações bélicas, além de marchas e manobras.

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 Imagem-1Banda de Música da BM
 Imagem-2 Banda de Música da Brigada Militar
 Imagem-3Banda de música do GBC no quartel do 2º RI, na Vila Militar, SP

1914

   O Cemitério da Tristeza, localizado no Morro do Osso, foi criado, na segunda metade do século XIX, quando as família já não podiam mais enterrar seus parentes em suas propriedades. Inicialmente, o cemitério serviu para sepultar os imigrantes (principalmente italianos e alemães) que habitavam um terreno localizado onde, hoje, é o bairro Cristal.
  Em 1914, foi inaugurado o Cemitério da Brigada Militar, nos fundos do Cemitério da Tristeza e ao lado do Cemitério Israelita.





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Detalhe do portão do cemitério da BM (foto de Najara Silva) Imagem-1
Homenagem da Corporação aos seus mortos, no cemitério da BM (foto de Najara Silva) Imagem-2

1916

   A Escolta Presidencial, que fazia parte do 1º Regimento de Cavalaria, desde 1901, tornou-se unidade independente, em 25 de janeiro de 1916, com um efetivo de 90 homens. Sua principal missão era o serviço de guarnição, vigilância e segurança do Palácio do Governo do Estado.
   Em outubro de 1916, foi realizado o primeiro Curso de Enfermeiros e Padioleiros, evidenciando, mais uma vez, a preocupação com a instrução da tropa.












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 Imagem-1Comandante-geral e comandantes das unidades arregimentadas no primeiro aniversário da Escolta Presidencial (1917)
 Imagem-2Curso de Enfermeiros e Padioleiros, 1916
 Imagem-3Curso de Enfermeiros e Padioleiros, 1917
 Imagem-4Quartel da Escolta Presidencial

1917-1918

   Em 18 de maio de 1917, o coronel Affonso Emílio Massot assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar.
   Em 28 de maio de 1918, o presidente do Rio Grande do Sul, Antônio Augusto Borges de Medeiros, sancionou o Decreto nº 2.347–A, criando o regulamento disciplinar e processual para a Brigada Militar.
   Conforme redação do art. 61, “A justiça militar será administrada:
       a) por um conselho militar;
       b) por um conselho de apelação.”
   O Conselho de Apelação foi instalado no Quartel do Comando-Geral, onde permaneceu ao longo de 63 anos. A primeira sessão ocorreu, no dia 19 de junho do mesmo ano, marcando a instauração e início dos julgamentos da Corte de Apelação, atualmente Tribunal de Justiça Militar do Estado do Rio Grande do Sul.
   Em outubro de 1918, a influenza hespanhola, que já havia vitimado milhares de pessoas na Europa, chegou a Porto Alegre, fazendo com que o movimento da cidade fosse diminuindo à medida que o número de enfermos aumentava assustadoramente. A Influenza ceifou vidas preciosas e trouxe a miséria à cidade de Porto Alegre.
   Para tentar conter a epidemia, várias medidas foram adotadas pelo Governo do Estado. Nessa ocasião, além de fornecer oficiais para exercerem a função de inspetores dos quarteirões sanitários da Capital, foram instalados isolamentos para os enfermos nos quartéis da Praia de Belas, do 1º RC (no Cristal) e do Grupo de Metralhadoras (na Chácara das Bananeiras). Também em decorrência da epidemia, o 1º Batalhão de Infantaria teve sua sede transferida do velho prédio localizado na Rua General Canabarro para a Chácara das Bananeiras, pois a sua antiga sede passou a servir de isolamento para civis enfermos.
   Finalmente, em novembro do mesmo ano, os hospitais provisórios foram desativados.
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1º BPM durante a epidemia de Gripe Espanhola Imagem-1
Antigo prédio do Quartel do Comando-Geral, onde estava instalado o Conselho de Apelação Imagem-2

1923 - Revolução Assisista

   Com a aproximação da eleição presidencial, a situação política do Estado ficou conturbada. Em 1920, Borges de Medeiros anunciou a sua candidatura e, diante da possibilidade de reeleição para o seu quinto mandato, uma aliança formada pelos opositores do governo lançou a candidatura de Assis Brasil. Com a vitória de Borges de Medeiros, a oposição alegou fraude nas eleições. Foi realizado novo escrutínio e o resultado persistiu, suscitando o início da Revolução Assisista, também chamada de Movimento Libertador, após o cerco de Passo Fundo, em janeiro de 1923. De um lado, estavam os partidários de Borges de Medeiros, conhecidos como chimangos ou pica-paus, e do outro os partidários de Assis Brasil, também chamados de maragatos.
   As tropas legais ou governistas foram integradas por contingentes da Brigada Militar e pelos Corpos Provisórios, sob o comando do comandante-geral da Corporação e a supervisão de Borges de Medeiros.
   Nessa revolução não ocorreram combates de envergadura, mas típicas lutas de guerrilha, sem que houvesse encontros decisivos. A Brigada Militar combateu em Passo Fundo, Estância da Serra, Passo da Juliana, Lagoa Vermelha, Passo do Guedes, Santa Maria Chica, Picada do Aipo, Ibirapuitã, Carajazinho, Ibicuí da Armada, Uruguiana, Poncho Verde, Parada Chagas, Marco do Lopes, Capão Bonito, Passo do Mendonça, Erebango, Desvio Giareta, Morro Pelado, Vapor Velho, Capão Alto, Vista Alegre, Quatro Irmãos, Quaraí e Pelotas.
   Com a intermediação do ministro da Guerra, o general de divisão Fernando Setembrino de Carvalho, em 7 de novembro de 1923, foi assinado um acordo provisório de armistício e, em 14 de dezembro, foi assinado o Pacto de Pedras Altas, que marcou o fim do movimento e impôs mudanças na Constituição Estadual de 1891, estabelecendo a impossibilidade de reeleição.

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 Imagem-12º Corpo Provisório na Intendência de Vacaria, após a missa campal em intenção à Brigada do Noroeste (Out.1923)
 Imagem-2BM, após o cerco em Passo Fundo, durante a Revolução de 1923
 Imagem-3Revolução de 1923
 Imagem-4Alferes Noêmio Ferraz e alferes Osório de Oliveira Antunes antes do último voo do BM 1
 Imagem-5BM 2
 Imagem-6Breguet BM 2
 Imagem-7Cap Sobral e Cap Feio no Parque de Aviação da BM (1923)


1923 - Serviço de Aviação

   Em um contexto de instabilidade provocada pela Revolução Assisista, o coronel Massot viu uma nova oportunidade retomar sua proposta. Assim, em 28 de maio de 1923, teve início o Serviço de Aviação da Brigada Militar, com a aquisição de dois aviões Breguet 14 pela Secretaria de Estado dos Negócios das Obras Públicas. As aeronaves receberam a identificação de BM-1 e BM-2. O campo de aviação foi instalado na várzea do Gravataí e possuía uma pista de 600 metros, dois hangares, escritório, oficinas, corpo da guarda e alojamentos. Noêmio Ferraz, ex-sargento-aviador do Exército, foi contratado paras as missões de voo e Osório Oliveira Antunes como observador aéreo, sendo atribuído a ambos o posto de alferes.
   Os aviões BM-1 e BM-2 foram equipados com metralhadoras, fuzis e lançadores de bombas, à semelhança dos aeroplanos utilizados na Primeira Guerra Mundial e seu primeiro voo foi realizado, no dia 30 de maio de 1923, sobre a cidade de Porto Alegre e proximidades.
   Transcorrido algum tempo, as metralhadoras foram retiradas, pois deveriam ser utilizadas apenas em combates aéreos. As bombas, construídas pela Brigada Militar, só produziam efeito moral e destinavam-se a espantar as montarias, deixando as tropas inimigas confusas e a pé.
   Durante a Revolução de 1923, os aviões da Brigada Militar receberam a missão de observar a movimentação das tropas no Estado, fazer o reconhecimento do terreno e prestar informações.
   O Serviço de Aviação teve duração efêmera e, em 9 de agosto, ao retornar de um voo de reconhecimento na região de Cachoeira do Sul, São Sepé e Caçapava do Sul, o avião BM-1 sofreu uma pane, incendiou no ar e caiu. O piloto, alferes Noêmio Ferraz, com sérios ferimentos e queimaduras, foi projetado da aeronave e sobreviveu; enquanto o observador, alferes Osório de Oliveira Antunes ficou totalmente carbonizado.
   Em consequência, os voos passaram a ser realizados pelo BM-2 que, pouco mais tarde, apresentou defeitos e, por falta de recursos para os reparos, suscitou a suspensão do Serviço de Aviação, em janeiro de 1924.

1924

   Mal havia acabado a Revolução Assisista quando irrompeu em São Paulo a segunda grande revolta tenentista. O movimento, deflagrado no dia 5 de julho, data do segundo aniversário da Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, reuniu elementos amotinados do Exército e da Força Pública Paulista, que queriam depor o presidente Arthur Bernardes e estabelecer um governo provisório que convocasse outra assembleia para redigir uma nova Constituição.
   A capital paulista foi ocupada fazendo com que, poucos dias depois, o presidente do Estado abandonasse o Palácio dos Campos Elíseos, sede do governo, refugiando-se na estação de Guaiaúna, sob a proteção das forças legais do Exército. Em consequência, o ministro da Guerra e os generais mandaram bombardear a cidade para desalojar os revoltosos, atingindo os bairros mais pobres da Capital e deixando um grande número de mortos e feridos, além de consideráveis danos materiais.
   Diante da situação, Arthur Bernardes solicitou o apoio gaúcho para debelar a sedição e o presidente do Rio Grande do Sul criou um Grupo de Batalhões de Caçadores (GBC) integrado pelos 1º e 3º Batalhões de Infantaria e uma Companhia de Metralhadoras Pesadas da Brigada Militar, totalizando 1.106 homens que seguiram em direção a São Paulo no navio Poconé, da companhia de navegação Lloyd Brasileiro.
   Depois de seis dias a bordo do navio, o GBC desembarcou no porto do Rio de Janeiro, onde foi recebido por representantes da presidência da República, dos ministros da Guerra e da Justiça e outras autoridades; pelo ministro da Marinha e por um grande número de membros da colônia sul-rio-grandense que residia na capital federal. Depois de receber o material bélico necessário para a operação, o GBC partiu para São Paulo em composições da Estrada de Ferro Central do Brasil.
   O GBC chegou a Guaiaúna, na periferia de São Paulo, e foi incorporado às tropas federais legalistas, ao lado da Força Pública de São Paulo. Depois de mais de 18 horas sem se alimentar, seus homens receberam parca ração de café e pão e partiram para o teatro de operações.
   Em decorrência da ocupação da cidade de São Paulo, muitas famílias abandonaram seus lares e procuraram refúgio longe dos locais de combate, enfrentando uma série de dificuldades. Diante de um grande número de idosos, mulheres e crianças pedindo alimentos, os integrantes do GBC dividiram quase toda a ração de pão e leite que possuíam, demonstrando um grande espírito de solidariedade e de amor ao próximo.
   Ao retornar de São Paulo, o Grupo de Batalhão de Caçadores encontrou um movimento na fronteira ao sul do Estado. Foi precisamente em decorrência desse encontro, que ficou conhecido pelo nome de Combate da Conceição, ocorrido no dia 22 de novembro de 1924, que o 2º Regimento de Cavalaria registrou um dos mais significativos episódios de sua história, ao lado do 15º Corpo Auxiliar. Na ocasião, uma coluna rebelde, sob as ordens do caudilho Honório Lemos, tentou convulsionar novamente o Rio Grande do Sul, praticando ataques e depredações nos próprios nacionais de Saicã, sendo derrotada pelas forças estaduais. Vários outros combates ocorreram no Estado, onde destacamos: Guassu-boi, Tupanciretã, Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga e Ramada (o confronto mais importante, no município de Palmeira das Missões).

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3º BI em frente ao quartel da praia de Belas, para inspeção antes do embarque para SP, Revolução de 1924 Imagem-1
Abastecimento das unidades do GBC em Cainá, durante a Revolução de 1924 Imagem-2
Chegada do GBC em Grayauna, durante a Revolução de 1924 Imagem-3
Chegada do GBC em Grayauna,SP, durante a Revolução de 1924 Imagem-4
Desobstrução da linha férrea durante a Revolução de 1924 Imagem-5
Distribuição de café e pão aos desamparados (1924) Imagem-6
Embarque do 3º Batalhão de Infantartia da BM para SP, no navio Poconé (1924) Imagem-7

1925

   Em 22 de outubro de 1925, o coronel Claudino Nunes Pereira assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar.
   Em virtude da movimentação da Coluna Miguel Costa - Prestes, o Governo Federal solicitou apoio do Rio Grande do Sul para persegui-la. Por conseguinte, a Brigada Militar formou um destacamento que perseguiu a Coluna do Mato Grosso até Goiás. Mais tarde, foi organizado o Destacamento Travassos, com integrantes do 3º Batalhão de Infantaria, uma ala do 21º Corpo Auxiliar, um pelotão do Grupo de Metralhadoras e outro do 1º Regimento de Cavalaria, que partiu de Porto Alegre, por via marítima, com destino à capital maranhense, onde integraria as Forças em Operações do Norte da República. O destacamento embarcou para o Piauí e, posteriormente, para o Ceará. Durante a perseguição, seus homens enfrentaram a escassez de animais de montaria e de carga, operando em uma zona completamente devastada pelos revolucionários que lhe tinham retirado todos os recursos, tornando muito difícil a travessia.

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Imagem-1 Coluna Prestes - 2º RC - Destacamento Esteves (15.05)
Imagem-2 Guarnição do Corpo Provisório, às margens do rio Uberabinha, em MG (08.07.1925)

1929

   O prédio do Quartel do Comando-Geral da Brigada Militar estava localizado na Rua dos Andradas, a mais antiga de Porto Alegre, em um terreno adquirido da Companhia Predial e Agrícola, pela Fazenda do Estado, em 1897. Porém, na década de 1920, o velho edifício já não atendia às necessidades da Corporação. Assim, em janeiro de 1927, foi iniciada a demolição do antigo prédio, com exceção da parte localizada na Rua Sete de Setembro, onde estava instalada a administração do 1º Batalhão de Infantaria (1º BI), para onde foram transferidos, provisoriamente, o Comando-Geral e suas repartições.
   A construção do novo quartel do Comando-Geral, projetado pelo engenheiro Teophilo Borges de Barros, teve início no mesmo ano e foi concluída a 13 de maio de 1929.

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Antigo Quartel do Comando-Geral Imagem-1
Lançamento da pedral fundamental do QCG da Brigada Militar Imagem-2
Salão do antigo Quartel do Comando-Geral Imagem-3

1930

   Em 30 de junho de 1930, um decreto estadual definiu a natureza dos serviços prestados pela Brigada Militar, quando em serviço de guarda e vigilância na Casa de Correção, Colônia Penal e Agrícola General Daltro Filho, Manicômio Judiciário Dr. Maurício Cardoso e cadeias civis do interior do Estado. Alguns dias depois, a Corporação recebeu a atribuição de executar o serviço de segurança interna da Casa de Correção, bem como a custódia dos detentos, enquanto houvesse superlotação daquele presídio. Ainda na década de 1950, a Brigada Militar mantinha oficiais e praças na administração de estabelecimentos penais.
   Com o início da Revolução de 3 de outubro de 1930, simultaneamente, em vários pontos da República, a Brigada Militar recebeu a incumbência de conter os principais núcleos de resistência, em diversos pontos de Porto Alegre, enquanto a Escolta Presidencial foi mantida na segurança do Palácio do Governo.Em seguida, algumas unidades da Corporação participaram de pequenos combates na capital gaúcha, Livramento e Rio Grande; na garganta da Serra de Anitápolis e na estação Herval, em Santa Catarina; nas estações Afonso Camargo e Catiguá, no Paraná; e em Itararé, em São Paulo.
   Além disso, 552 homens do 1º Batalhão de Infantaria seguiram para o Rio de Janeiro a fim de cooperar com a manutenção da ordem, enquanto um esquadrão da Escolta Presidencial acompanhou a comitiva de Getúlio Vargas até a capital federal e, depois de sua posse, permaneceu fazendo a guarda do Palácio do Catete.
   O movimento teve a duração de apenas 21 dias, culminando com a instalação de um governo provisório ditatorial, sob a direção de Getúlio Vargas, marcando o fim da política do café com leite, que alternava candidatos de São Paulo e Minas Gerais na presidência; o declínio das oligarquias estaduais; e o início da República Nova.

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Imagem-1 1º BI, pronto para embarcar para o RJ (1930)
Imagem-2 1º Pelotão em frente ao Palácio do Catete (1930)
Imagem-3 2º BI, durante a Revolução de 1930
Imagem-4 Contingente da BM em Guaratinguetá, SP, durante a Revol de 1930
Imagem-5 Contingente da BM em São Paulo, durante a Revolução de 1930
Imagem-6 Guarda na Casa de Correção, na década de 1930 (Revista do Globo)
Imagem-7 Serviço de guarda na Casa de Correção, na década de 1930 (Revista do Globo)

1932

   Após a Revolução de 1930, o governo provisório de Vargas suscitou uma insatisfação muito grande, principalmente no estado de São Paulo. Os paulistas esperavam a convocação de eleições, mas dois anos se passaram e o governo provisório se mantinha. Diante disso, os fazendeiros paulistas, que tinham perdido o poder e eram os mais insatisfeitos, deram início a uma forte oposição ao governo Vargas, com o apoio de estudantes universitários, comerciários e profissionais liberais.
   Enquanto o movimento ganhava apoio popular, o governo provisório mobilizou aproximadamente 35 mil homens do Exército, Marinha, polícias militares e corpos provisórios. A Brigada Militar integrou a frente Sul, com 2.393 homens, ao lado das polícias de Santa Catarina e Paraná.
   Em São Paulo, as tropas da frente sul participaram do combate em Buri, onde o tenente-coronel Apparício Gonçalves Borges, comandante do 1º BI, tombou à frente de sua unidade. Quando o major Camillo Diogo Duarte assumiu interinamente o comando do batalhão, após a morte do tenente-coronel Apparício Borges, recebeu um documento do comandante da Vanguarda das Forças Ordinárias do Sul, da qual o 1º BI fazia parte, onde dizia: “o elemento férreo parece não estar mais somente no território, mas nas veias de cada combatente (...).que vive nas linhas, morre nos trilhos e é sepultado ao lado deles. É um batalhão de homens de ferro, verdadeiros heróis que seria longo enumerar”. Esse é o motivo pelo qual o 1º Batalhão de Polícia Militar (antigo 1º BI) é chamado de Batalhão de Ferro.
   Em 06 de outubro de 1932, o tenente-coronel do Exército João de Deus Canabarro Cunha assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar.

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Revol 1932 - 2º RC em SP Imagem-1
Ten Cel Apparício Borges, Cmt do 1º Btl de Infantaria (no centro) acompanha o preparo da refeição para sua tropa, durante a Revolução de 1932 Imagem-2

1934

   Em 20 de setembro de 1934, foi inaugurada, em frente ao quartel do 1º Batalhão de Infantaria, na Chácara das Bananeiras, um monumento em homenagem ao coronel Apparício Gonçalves Borges e aos soldados que tombaram no combate do Buri, em São Paulo, durante a Revolução Constitucionalista. O monumento foi projetado por Francis Pelichek e executado por ele e pelo escultor Vitório Livi.
   Nesse mesmo ano, foi criada a 1ª Companhia Rodoviária, em Santa Cruz do Sul, oriunda do extinto 8º Batalhão de Infantaria da Reserva. Inicialmente, seu efetivo foi empregado na supervisão do trabalho realizado pelos detentos, durante a construção da estrada Rio Pardo-Encruzilhada. Porém, somente em 1967 a Brigada Militar recebeu a incumbência de realizar policiamento ostensivo, patrulhamento e fiscalização nas rodovias estaduais. No mesmo ano, foi criada a Companhia de Policiamento Rodoviário, em Viamão, que mais tarde, daria lugar ao Batalhão de Polícia Rodoviária.
   Após a reorganização do Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), ocorreu a reestruturação do Departamento Estadual de Estradas e Rodagens (DAER) no Estado e, no final de 1953, foi criada a Polícia Rodoviária do DAER, integrada por funcionários daquele Departamento que faziam o policiamento rodoviário das estradas estaduais do Rio Grande do Sul. Em 02 de maio de 1967, o policiamento rodoviário do Estado foi incorporado à Brigada Militar, que passou a ter a competência de executar, com exclusividade, o policiamento rodoviário nas rodovias estaduais, sendo responsável por cumprir e fazer cumprir a legislação de trânsito, impor e arrecadar multas decorrentes de infrações de trânsito e fazer estatísticas. Na ocasião, os funcionários do DAER puderam optar em permanecer no Departamento ou se incorporar ao Batalhão Rodoviário da Brigada Militar.

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Imagem-1 Monumento em homenagem ao coronel Apparício Borges
Imagem-2 Barreiras
Imagem-3 Polícia Rodoviária

1935

   No ano de 1935, as companhias seguradoras que mantinham o Corpo de Bombeiros, desde o final do século XIX, perderam a condição financeira para a aquisição de equipamentos mais modernos, fundamentais para a atividade de combate ao fogo. Assim, a 27 de junho do mesmo ano, o Corpo de Bombeiros foi integrado à Brigada Militar.
Diante disso, a Brigada Militar intensificou as atividades de policiamento ostensivo e, a partir da década de 1950, foram destacadas frações operacionais para as principais praias do litoral.

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Bombeiros, Porto Alegre Imagem-1
Quartel dos Bombeiros, Porto Alegre (Déc. 1930)-1 Imagem-2
Quartel dos Bombeiros, Porto Alegre (Déc. de 1930)-2 Imagem-3






1937-1938

   Em 11 de novembro de 1937, o coronel Agenor Barcellos Feio assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar, permanecendo até o dia 16 de dezembro de 1838, quando transmitiu o cargo ao coronel Angelo de Melo.

1940

   Nos primeiros dias de março de 1940, no Campo de Instrução de Saicã, em Rosário do Sul (região central do Rio Grande do Sul), a Brigada Militar participou das manobras coordenadas pelo Estado-Maior do Exército, com um esquadrão do 4º Regimento de Polícia Montada, efetivo do Centro de Instrução Militar e dos Batalhões de Caçadores com sede em Porto Alegre.
   Durante as manobras, que possuíam objetivo de promover o aperfeiçoamento profissional da tropa, os generais de divisão Eurico Gaspar Dutra, ministro da Guerra, Pedro Aurélio de Góis Monteiro, chefe daquele órgão, e Almério de Moura, inspetor do 2º Grupo de Regiões Militares, compareceram no local a fim de acompanhar parte dos exercícios.
   O acampamento da Brigada Militar recebeu a visita do presidente da República, Getúlio Vargas, acompanhado pelos coronéis Osvaldo Cordeiro de Farias, interventor Federal no Rio Grande do Sul, e Ângelo de Melo, comandante-geral.
   Integrando a programação das atividades alusivas ao Dia do Soldado, ocorreu a inauguração do Estádio General Cypriano, no dia 01 de setembro de 1940, com a presença do interventor federal no Estado, do chefe de polícia, do arcebispo metropolitano e de outras autoridades civis e militares. A solenidade foi transmitida pela Rádio Farroupilha, que instalou seus microfones no local.
   Após a abertura das festividades, feita pelo general Estevão Leitão de Carvalho, o capitão Hélio Peres Braga, diretor de Estudos do Centro de Instrução Militar (CIM), proferiu um discurso enaltecendo Luiz Alves de Lima e Silva, o glorioso Caxias, Patrono do Exército Brasileiro, e conclamando os alunos do CIM a seguirem seu exemplo, pois o presente e o futuro do Brasil dependiam da dedicação patriótica de cada um.
   Ao término do discurso, o coronel Osvaldo Cordeiro de Farias, interventor federal, declarou inaugurado o Estádio General Cypriano, passando a palavra ao capitão Cícero Krás Borges, que fez o discurso inaugural. Iniciou, lembrando que a busca pelo aperfeiçoamento do ser humano perdura desde a civilização helênica; afirmou que “a educação física, como ciência biológica exata, desempenha um papel importantíssimo no aperfeiçoamento da saúde e revigoramento das forças psicofísicas”. Enfatizou, ainda, que por meio de uma educação moral e cívica é possível fortalecer um povo. Para o oficial, a educação intelectual prepara e dirige a educação moral e a educação física. Enquanto a educação moral auxilia o ser humano a dirigir seus esforços na busca de objetivos elevados, úteis e nobres; a educação física capacita o ser humano a realizar, de forma completa e perfeita, todas as suas necessidades.
   Salientou que o equilíbrio fisiológico e psicológico, fundamentais ao ser humano, são um resultado paralelo entre o desenvolvimento do cérebro e do corpo. Afirmou que o exercício físico é o meio pelo qual os homens desenvolverão e manterão suas qualidades físicas naturais.
   Depois de fazer referência à criação da Escola Nacional de Educação Física, que ocorreu em 1939, Krás Borges afirmou que “o Rio Grande do Sul, pioneiro nas campanhas de nacionalização e do ensino primário do Estado Novo, já tem em pleno funcionamento a sua escola de educação física”, referindo-se à Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fundada em 06 de maio de 1940 (a quarta do país, depois de São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro).
   Cabe salientar que a ESEF (Escola de Educação Física), inicialmente, não possuía sede própria e desenvolvia suas aulas de “educação física geral, desportos terrestres individuais e coletivos” no Estádio General Ramiro Souto; e as aulas de ginástica rítmica no Salão de Ginástica do Ginásio Bom Conselho. A partir daí, é possível concluirmos que a Brigada Militar, sempre preocupada com o preparo do seu efetivo, inaugurou um dos primeiros ginásios de Porto Alegre, senão o primeiro.
   A construção do Estádio General Cypriano teve início no ano de 1936, durante o comando do Coronel João de Deus Canabarro Cunha, e foi supervisionada pelo capitão Cícero Krás Borges. As obras tiveram o apoio do DAER, que cedeu, em agosto de 1938, seus tratores para fazerem o nivelamento e a drenagem do local.
   Nas dependências do estádio, logo após sua inauguração, foi instalado um gabinete de biometria, que possuía o equipamento “mais moderno do gênero”, o qual foi adquirido na firma Alberto de Araújo & Cia, no Rio de Janeiro.
   O Estádio General Cypriano destinava-se a proporcionar à tropa o vigor físico, fundamental para a superação das adversidades nos campos de batalha, principalmente se considerarmos que a Brigada Militar era uma força de reserva do Exército, treinada à semelhança deste, sempre pronta para o emprego imediato em qualquer tipo de conflito.
   Durante a realização da Universíade 1963, um dos maiores eventos esportivos realizados em Porto Alegre, o Estádio das Bananeiras, como foi chamado, foi utilizado para o treinamento de todas as modalidades de atletismo, cujas provas seriam realizadas, no Estádio Olímpico.
   No portão de entrada do Estádio General Cypriano é possível apreciarmos uma das quatro reproduções da obra do escultor Adloff, que é uma réplica do “Discóbulo de Miron”. Com esse trabalho, Adloff participou de uma das tantas exposições realizadas na década de 20 e foi muito bem sucedido. As outras três reproduções foram instaladas no Instituto Porto Alegre (IPA), no Ginásio da SOGIPA e nas piscinas do Clube União.

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Assistência durante evento esportivo no Estádio General Cypriano Imagem-1
Durante as monobras de Saicã, 1940 Imagem-2
Embarque em Rosário, 1940 Imagem-3
Jacinto Francisco Targa e a equipe de atletismo do 1º BC em frente ao ginásio do Estádio General Cypriano Imagem-4
Presidente Getúlio Vargas acompanhando manobras em Saicã, 1940 Imagem-5

1941

   Na primeira quinzena de maio de 1941, Porto Alegre vivenciou uma de suas mais graves inundações provocadas pela elevação das águas do Lago Guaíba, que alagou o Centro da cidade e diversos bairros. Consequentemente, o Regimento Bento Gonçalves (RBG) iniciou o serviço de socorro aos flagelados, salvando pessoas, animais e parte dos bens dos moradores dos bairros São João e Cristal. "Naquele ano, a chuva começou na Quinta-Feira Santa, dia 10 de abril, e choveu por três semanas seguidas. O Guaíba atingiu o ponto máximo de 4,75 metros acima do nível normal em 8 de maio, deixando 70 mil flagelados". Duzentas pessoas morreram.
As vítimas da enchente receberam alimentação, fornecida pelo rancho do RBG; assistência médica e medicamentos, disponibilizados pelo Hospital da Brigada Militar e pelo Departamento Estadual de Saúde. Foram atendidos 148 flagelados, dos quais 79 ficaram alojados no regimento e 88 receberam alimentação durante dois dias. Porém, no dia 05 de maio, as instalações do RBG também estavam totalmente inundadas, fazendo com que seu efetivo, armamento e material precisassem ser transferidos para as “baias e depósitos de veículos”. Os flagelados foram levados para o Grupo Escolar Rafael Pinto Bandeira, instalado em um próprio da Brigada Militar no bairro Cristal. No dia seguinte, dois pelotões do RBG precisaram ser transferidos para o quartel do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), na Rua Correa Lima, no bairro Menino Deus. Após a enchente, apenas a parte de alvenaria pode ser aproveitada.

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Imagem-1 A primeira dama Avani Cordeiro de Farias (sentada ao centro) visitando os flagelados, em uma carroça da BM, 1941 (Rev Globo)

1942

   Durante a II Guerra Mundial, ocorreram inúmeras manifestações públicas contra os países do Eixo. No dia 13 de março de 1942, no 4º Distrito, na zona norte de Porto Alegre, os moradores saíram às ruas e, em sinal de protesto, arrancaram os nomes de cinco ruas cujos nomes eram uma homenagem aos países do Eixo, substituindo-as por placas com o s nomes dos navios brasileiros afundados até aquele momento. No dia seguinte, as manifestações ocorreram no Centro da Capital. Por conseguinte, a Brigada Militar precisou dispersar os manifestantes, impedindo que as depredações prosseguissem.
   À medida que se intensificavam os ataques de submarinos alemães e italianos contra navios brasileiros, aumentavam as manifestações contra os países do Eixo.
   Em Rio Grande e Pelotas, os estabelecimentos comerciais, hotéis e casas de diversão que possuíam designações germânicas ou italianas, bem como as residências de alemães e italianos foram atacados. As cidades de Bagé, Santa Maria, Rio Pardo, Montenegro e São Leopoldo foram palco de comícios contra o Eixo. Em consequência, a Corporação atuou na manutenção da ordem pública.
   Nesse contexto, a Brigada Militar manteve, também, um contingente destacado, guarnecendo os depósitos de petróleo localizados na margem direita do rio Gravataí, o aeroporto, as oficinas da Fábrica Renner e a Cervejaria Continental.

1945

   No dia 06 de novembro de 1945, o coronel Justino Marques de Oliveira, comandante-geral interino da Brigada Militar, desde dezembro de 1944, assumiu efetivamente o Comando da Corporação.
   No dia 06 de novembro de 1945, o coronel Justino Marques de Oliveira, comandante-geral interino da Brigada Militar, desde dezembro de 1944, assumiu efetivamente o Comando da Corporação.

1953

   Em 20 de outubro de 1953, o coronel Affonso Emílio Massot foi instituído patrono da Brigada Militar em virtude de ter sido o comandante-geral que dedicou a maior parte de sua existência ao serviço do Estado e da Corporação; por ter, no posto de capitão e de major, no comando do 2º Batalhão de Infantaria da Reserva, prestado relevantes serviços, durante a Revolução Federalista, fazendo com que o Governo Federal lhe concedesse as honras de tenente-coronel honorário do Exército; por sua atuação serena e enérgica no comando do 2º Batalhão de Infantaria e no Comando-Geral da Brigada Militar, que contribuíram decisivamente para elevar o conceito da Corporação; por sua preponderante atuação nos trabalhos de mobilização das tropas na Revolução Assisista, no Rio Grande do Sul, e na Revolução de 1924, em São Paulo; por seus atos, conselhos e pelo seu exemplo.

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Coronel Affonso Emílio Massot, patrono da BM Imagem-1

1955

   No dia 04 de fevereiro de 1955, o coronel Ildefonso Pereira de Albuquerque assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar.
   Em 12 de agosto de 1955, foi criada a Companhia Pedro e Paulo, em caráter experimental, adida ao 1º Batalhão de Caçadores. Essa Companhia desenvolvia suas atividades de policiamento em duplas, aos moldes do que vinha sendo realizado em grandes metrópoles, como Paris, Inglaterra, São Paulo e Rio de Janeiro. Seu nome foi uma homenagem aos padroeiros do Rio Grande do Sul.
   Para integrar a Companhia Pedro e Paulo foi realizado um rigoroso processo de seleção entre o contingente da BM, onde eram considerados o biotipo, grau de escolaridade, boa conduta e apresentação pessoal. Depois, os candidatos escolhidos pelos oficiais da Corporação eram submetidos a uma rígida avaliação física, médica e psicotécnica (esta realizada na Faculdade de Medicina de Porto Alegre).
   Concluído o processo de seleção, os policiais eram submetidos a um programa de treinamento para aperfeiçoamento e melhor desempenho da função policial, com duração de quatro meses, com aulas de instrução geral e moral, instrução policial, trânsito, educação física, ordem unida, armamento e maneabilidade. O treinamento técnico-profissional era voltado para a legislação específica, principalmente trânsito, além da grande preocupação com o atendimento ao público.
   Concluído o período de treinamento, os integrantes da Companhia Pedro e Paulo foram lançados oficialmente no serviço de policiamento de Porto Alegre, em 27 de janeiro de 1936. Inicialmente, desenvolviam suas atividades no aeroporto, rodoviária e estação férrea ampliando.
   As primeiras duplas empregadas no policiamento ostensivo, antes de serem lançadas no terreno, fizeram o juramento: “Prometo não esquecer que sou um policial em serviço e que a sociedade tem em mim um guardião da ordem!”.
   Aos poucos, os Pedro e Paulo foram conquistando a simpatia da população. Durante o desfile cívico-militar, em 20 de setembro de 1956, quando se apresentaram ao público com um fardamento diferente daquele utilizado pela Corporação, foram calorosamente aplaudidos.
   No ano de 1958, em decorrência de uma proposta encaminhada pelo Comando-Geral da Brigada Militar, o engenheiro Ildo Menegheti, governador do Estado, fortaleceu o serviço de policiamento do Estado, criando o Batalhão Pedro e Paulo, que manteve o mesmo sistema de policiamento em duplas.
   O Batalhão Pedro e Paulo teve suas atividades ampliadas e passou a realizar o policiamento parcial de Porto Alegre, no porto, na Secretaria da Fazenda, em presídios e cadeias civis, serviços judiciários e outros encargos correlatos.
   Na década de 1960, os “Pedro e Paulo” iniciaram suas atividades no interior do Estado.

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Imagem-1 Aquartelamento da Companhia Pedro e Paulo
Imagem-2 Pedro e Paulo durante formatura
Imagem-3 Pedro e Paulo realizam policiamento em escolas
Imagem-4 Pedro em Paulo - Secretaria de Estado dos Negócios de Segurança Pública
Imagem-5 Policiamento na esquina das Av. Borges de Medeiros com Andrade Neves (1958)

1956

   O coronel Walter Peracchi Barcellos, comandante-geral da Brigada Militar, encaminhou uma proposta de transformação do 1º Regimento de Cavalaria (1º RC) em Regimento de Polícia Rural Montada, em 1948, destacando que a distância entre vilas e povoados, fazendas e ranchos, facilitava a incidência de crimes, principalmente o abigeato e o contrabando. No entanto, inicialmente verificou-se apenas a criação de um Esquadrão de Polícia Rural para atuar, principalmente, na região da fronteira, onde o contrabando e o abigeato eram intensos.
   Algum tempo depois, em 29 de novembro de 1955, a proposta foi acolhida e, em janeiro do ano seguinte, foi efetivada a transformação do 1º RC em Regimento de Polícia Rural Montada (RPRM), com esquadrões em Santa Maria, Alegrete, Tupaciretã, Farroupilha e Pelotas.
   Dentre as missões do RPRM destacavam-se a vigilância preventiva e as primeiras providências de caráter repressivo no interior dos municípios, em colaboração com a autoridade policial; visitas periódicas a lugares remotos, para entrega de correspondência e prestação de serviços assistenciais; auxílio a moradores de regiões mais isoladas, em caso de acidente ou moléstia; solicitação de médicos ou medicamentos, pelo rádio ou outros meios de comunicação; condução dos médicos, enfermeiros, parteiras, veterinários ou medicamentos para regiões de difícil acesso, em caso de necessidade; aviso às autoridades sanitárias em caso de epidemia, colaborando quando requisitado; assistência e auxílio à população flagelada, em caso de calamidade pública; medidas preventivas contra o fogo e combate a incêndios em matas; e auxílio nos serviços florestal, caça e pesca, de estatística e de proteção aos índios. Em 30 de setembro de 1956, ocorreu a instalação solene do Regimento de Polícia Rural Montada, em Santa Maria, que ficou conhecido como abas largas, em decorrência do chapéu utilizado por seus integrantes.
   No dia 08 de maio de 1956, foi criado o Serviço de Relações Públicas da Brigada Militar.

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Abas largas em Santa Maria Imagem-1
Abas largas Imagem-2
Desfile em Santa Maria Imagem-3
Em Santa Maria Imagem-4

1959-1960

   Em 31 de janeiro de 1959, o coronel João Carvalho Carpes assumiu o Comando-Geral da Corporação, transmitindo o cargo, em 24 de fevereiro do ano seguinte, ao coronel Diomário Moojem.
   No dia 03 de dezembro de 1960, ocorreu a primeira edição do Festival Hípico Noturno, que se desenvolveu ao longo de 15 dias.
   O Festival foi organizado pelo tenente-coronel Átila Escobar, comandante do 4º RPMon, e um grupo de oficiais, com o intuito de inaugurar a carrière da Unidade, inicialmente de areia. Seu principal objetivo era o congraçamento entre os apreciadores do hipismo.
   Na primeira noite de competições, foram realizadas duas provas, a primeira chamada de “Coronel Venâncio Batista”, destinada apenas aos oficiais da Corporação, e a segunda, denominada de “Coronel Péricles Pujol”, destinada aos oficiais do Exército Brasileiro e da Brigada Militar e aos cavaleiros civis.
   Além de ter marcado a história do 4º RPMon, o 1º Festival Hípico Noturno marcou a história da Brigada Militar e do hipismo gaúcho, uma vez que passou a figurar anualmente no calendário hípico de Porto Alegre, divulgando o esporte e reunindo equitadores de todo o Brasil e de países vizinhos.
   Está subordinado à Federação Gaúcha dos Esportes Equestres (FGEE) e à Confederação Brasileira de Hipismo (CBH), diretamente ligada à Federação Equestre Internacional (FEI).

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Imagem-1 Cap Walter Ferreira da Silva e o cavalo Negro Assis, Festival Hípico Noturno, 1960

1961

   Em 27 de julho de 1961, foi criado, no 4º Regimento de Polícia Montada, o Pelotão Especial de Batedores Motociclistas, com a finalidade de fazer o serviço de escolta e segurança do governador do Estado e de autoridades visitantes.
   No cenário nacional, após derrotar o marechal Henrique Lott e Ademar de Barros, Jânio Quadros assumiu a presidência da República, em janeiro de 1961. Em seguida, anunciou a retomada das relações diplomáticas com a União Soviética, desagradando à cúpula de seu partido. Em agosto, condecorou Ernesto Che Guevara com a ordem do Cruzeiro do Sul, aumentando o descontentamento. Ao mesmo tempo, nos EUA, o Jornal The New York Times, publicou que Jânio Quadros era um homem a ser observado, devido às relações que mantinha com os governos cubano e socialista soviético, e o seu provável reconhecimento do regime da China Vermelha.
   Para agravar a situação do Governo, no início de agosto de 1961, o vice-presidente João Goulart (Jango), foi à China Popular tentar estabelecer relações diplomáticas e comerciais com aquele país. Embarcou de Paris rumo a Pequim, passando por Moscou. Na China, reuniu-se com o presidente Mao Tsé-Tung.
   Enquanto isso, no Brasil, em 25 de agosto de 1961, Jânio Quadros renunciou ao cargo de presidente da República e os ministros militares tentaram impedir a posse de Jango. Por conseguinte, iniciaram as manifestações simpáticas à Legalidade, porém, foram reprimidas em todos os Estados brasileiros.
   CNo Rio Grande do Sul, ao tomar conhecimento dos fatos, o governador Leonel Brizola iniciou um movimento de resistência em defesa da legalidade, ou seja, pela posse de João Goulart. De prontidão, a Brigada Militar assumiu todas as posições consideradas estratégicas.
   O Regimento Bento Gonçalves, responsável pela segurança do Palácio Piratini, recebeu reforço de outras unidades da Corporação, sob o comando do coronel Átila Escobar. Todo o efetivo disponível que se encontrava destacado nos municípios vizinhos foi empregado nas posições que o Estado-Maior da Brigada Militar entendeu conveniente.
   Logo após a renúncia de Jânio Quadros, o governador Leonel Brizola requisitou a Rádio Guaíba e seus pronunciamentos passaram a ser ouvidos em todo o Brasil. Com isso, outras emissoras foram unindo-se à Rádio da Legalidade, surgindo a Rede Nacional da Legalidade. As atividades radiofônicas foram centralizadas nos porões do Palácio Piratini e, para assegurar as suas transmissões, a Brigada Militar enviou seus homens para guarnecerem as antenas da Rádio Guaíba, na Ilha da Pintada. Todas as medidas adotadas por Brizola criaram um estado de exaltação coletiva no Estado. Grande parte da população civil foi para as ruas, concentrando-se, principalmente, à volta do Palácio do Governo. Em cumprimento a determinações do Ministro da Guerra, foram montadas pelo III Exército, por duas vezes, operações para desmantelar a Cadeia da Legalidade. Entretanto, temendo que qualquer reação viesse a desencadear uma guerra civil, o Gen Machado Lopes, comandante do III Exército, determinou que ambas fossem sustadas. O Palácio Piratini e as áreas adjacentes se transformaram numa verdadeira cidadela. As torres da Catedral foram ocupadas com ninhos de metralhadoras. Pilhas de sacos de areia formaram barricadas onde havia necessidade.
   A BM, que passava por um momento de transição, pois seus homens, antes preparados exclusivamente para a guerra, iniciavam o serviço de policiamento, atuou como força de sustentação da autoridade do governador Leonel Brizola contra o veto dos Ministros Militares à posse de João Goulart.

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A BM permaneceu em condições de responder a qualquer ataque, sem abandonar seus postos Imagem-1
Barricadas em frente ao Palácio Piratini Imagem-2
Batedor do 4º RPMon Imagem-3
Batedores motociclistas do 4º RPMon Imagem-4
Brizola fiscaliza, pessoalmente, a segurança da sede do Governo Estadual Imagem-5
Brizola fiscaliza, pessoalmente, a segurança no pátio do Palácio Piratini Imagem-6
Nos porões do Palácio Piratini, Brizola acompanha a segurança Imagem-7
Terraço do Palácio Piratini (1961) Imagem-8
Terraço do Palácio Piratini durante a Campanha da Legalidade Imagem-9
Terraço do Piratini Imagem-10

1963

   No dia 31 de janeiro de 1963, o coronel Octávio Frota assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar.
   Em julho de 1963, foi lançado o longa-metragem “Abas Largas”, em reconhecimento aos serviços prestados pela polícia rural montada à população do interior do Estado. O filme foi baseado nos relatórios das atividades do Regimento de Polícia Rural Montada, com sede em São Gabriel, para conter o abigeato na fronteira. As filmagens ocorreram na sede do 1º RPRMon, em Santa Maria, e na fazenda Philipson, da Brigada Militar, localizada em Itaara.
    Entre 30 de agosto e 08 de setembro de 1963, Porto Alegre foi sede da III Universíade, considerada, na época, a segunda maior competição esportiva em importância mundial, perdendo apenas para os Jogos Olímpicos. Na ocasião, a cidade recebeu aproximadamente 700 atletas oriundos de 27 países. Para a realização do evento, Porto Alegre recebeu modificações, pois as provas foram realizadas em diferentes pontos da cidade.
   O Ginásio da Universíade foi a principal obra construída para a realização das competições. Segundo Halpern, em artigo publicado pela Folha Esportiva, “a construção do Ginásio da Universíade deu início à fase dinâmica dos preparativos”. A obra foi uma parceria entre diversos departamentos do governo do Estado e contou, ainda, com a participação da prefeitura de Porto Alegre. O Ginásio Universíade foi construído em um terreno localizado em frente ao quartel do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar. A construção teve início no dia 24 de maio de 1963 e foi concluída em 92 dias, sendo entregue aos organizadores dois dias antes da abertura da Universíade.
   Além dos engenheiros Irany Frainer e Abrahão Nudelmenn, responsáveis pela obra, havia mais 15 engenheiros, cedidos por outros órgãos e empresas, trabalhando voluntariamente. As obras foram acompanhadas, também, pelo diretor de basquete da Universíade, que cuidou de cada um dos detalhes, desde as acomodações para a imprensa e autoridades até a pintura das quadras. Uma das grandes novidades do ginásio foi a instalação de placares eletrônicos e tabelas de vidros, utilizadas, até então, somente no Rio de Janeiro e São Paulo.
   Conforme ofício encaminhado pela Secretaria de Estado das Obras Públicas, no dia 26 de agosto de 1963, ao comandante-geral da Brigada Militar, o Pavilhão-Ginasium foi entregue à Corporação, no dia 29 de agosto do mesmo ano, visto as obras terem sido concluídas antes do tempo previsto pelo órgão executor do programa de prédios públicos, graças ao apoio dado pela Corporação. Na mesma solenidade, o comandante-geral fez a cessão do Ginásio ao Comitê Executivo da Universíade para a realização da competição mundial universitária-desportiva. Com a entrega do ginásio à Brigada Militar, esta teve um velho anseio atendido. A solenidade de inauguração e entrega do Ginásio à Brigada Militar, contou com as presenças do governador do Estado, Ildo Meneghetti; do secretário de Obras, engenheiro João Magalhães Filho; do comandante-geral da Brigada Militar, coronel Octávio Frota; e do presidente do Comitê Executivo, Henrique Halpern.
   Com capacidade para sete mil espectadores, o Ginásio Universíade serviu de sede para as competições de basquete dos Jogos Mundiais Universitários quando a equipe brasileira consagrou-se campeã.
   Somente no ano de 1969, o Ginásio de Esportes da Brigada Militar teve sua estrutura administrativa organizada, conforme relatório apresentado pelo seu diretor, primeiro-tenente Eron Beresford, em 1971. Em sua estrutura organizacional possuía: secretaria, sargenteação, almoxarifado, setor de material esportivo, setor de condicionamento físico, além da sauna e do bar que arrecadavam recursos para a construção das dependências que ainda eram necessárias ao referido complexo esportivo.

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Imagem-1 Entrega do Ginásio à Brigada Militar
Imagem-2 Longa-metragem Os Abas Largas, 1963
Imagem-3 UNIVERSÍADE, realizada no Ginásio da Brigada Militar (1963)

1964

   A Companhia de Segurança foi criada, em 10 de março de 1964, subordinada ao 3º Batalhão de Polícia Militar, com a missão de executar o patrulhamento militar da guarnição de Porto Alegre, guardas de honra e serviços especiais. Em 1º de setembro do mesmo ano, tornou-se independente, subordinada ao Estado-Maior da Brigada Militar, e recebeu a denominação de Companhia de Policiamento Militar.
   Mais tarde, em 13 de agosto de 1974, passou a ser chamada de Companhia de Polícia de Choque. Entretanto, diante do crescimento populacional do Estado, a Corporação realizou uma significativa adequação estrutural e, em 20 de novembro de 1981, foi criado o Batalhão de Polícia de Choque (BPChq).
   No cenário nacional, durante um comício na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, o presidente João Goulart, anunciou medidas que nacionalizavam refinarias de petróleo e desapropriavam áreas rurais para fins de reforma agrária. Alguns setores da sociedade reagiram fortemente às reformas. Os empresários, militares e membros da sociedade temiam que tais medidas indicassem a implantação do comunismo no Brasil. Em consequência, os setores mais conservadores da sociedade reagiram com a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em São Paulo, reunindo milhares de pessoas em oposição a Jango.
   A radicalização política se intensificou até o dia 31 de março de 1964, quando um movimento civil-militar derrubou o presidente João Goulart.
   Com a evolução da crise, a Brigada Militar foi mantida em prontidão, convocando, inclusive, os oficiais que se encontravam em férias. O Comando da Corporação foi transferido para o quartel do 1º Batalhão de Guardas, onde permaneceu por 48 horas. Diante das notícias de uma possível invasão do Palácio Piratini, a Corporação reforçou o policiamento no local e no entorno da prefeitura municipal de Porto Alegre.
   Durante o movimento, foi realizada a Operação Farroupilha, quando o Governo Estadual, a Casa Civil, a Casa Militar e alguns dos seus secretariados foram transferidos para Passo Fundo, ficando sediados no quartel do 2º Batalhão Policial por três dias. A Brigada Militar realizou, ainda, atividades de controle de tumulto em diversas ocasiões.

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Batalhão de Polícia de Choque Imagem-1
Embarque das tropas da Corporação, em frente ao Ginásio da Brigada Mitar Imagem-2
Ildo Meneghetti durante a Operação Farroupilha, na sede do 2º Batalhão Policial, em Passo Fundo (1964) Imagem-3
O governador Ildo Meneghetti durante a Operação Farroupilha, na sede do 2º Batalhão Policial, em Passo Fundo (1964) Imagem-4
Operação Farroupilha - Placa do 2º BP Imagem-5
Segurança reforçada, durante a Operação Farroupilha, no 2º Batalhão Policial, em Passo Fundo (1964) Imagem-6

1967

   No dia 31 de janeiro de 1967, o coronel Nabuco Rodrigues Martins assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar.
   Em 08 de maio do mesmo ano, foi criada a Companhia de Policiamento Radiomotorizado (Cia PRM) em Porto Alegre, em substituição à Divisão de Rádio Patrulha da Guarda Civil (DRP), que havia sido extinta. O serviço iniciou com 11 viaturas Rural Willis, oriundas de unidades do interior do Estado, equipadas com rádio transmissor-receptor, com uma estação de comando localizada no Quartel do Comando-Geral. Era executado por 70 alunos-sargento, até que os 100 homens recém-incluídos na Corporação concluíssem seu treinamento. Em seguida, foram entregues 11 caminhonetes Chevrolet, com xadrez e equipamentos de rádio transmissor-receptor; e 10 Jeep com capota de aço e xadrez, oriundos da extinta DRP.
   No dia 26 de novembro de 1968, o coronel Iriovaldo Maciel de Vargas assumiu o Comando da Corporação.
   Com o Decreto–Lei n.º 667, de 1969, a Brigada Militar recebeu a missão de realizar, com exclusividade, o policiamento ostensivo, onde o homem ou a fração empregada seriam identificados de relance pela farda, equipamento ou viatura, objetivando a manutenção da ordem pública.

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Imagem-1 Novas viaturas da Cia PRM
Imagem-2 Policiamento radiomotorizado
Imagem-3 Viatura da Cia PRM

1970-1971

   Aos poucos, a população gaúcha foi criando o hábito de ir para o Litoral, durante o verão. No início, os banhos de mar tinham a finalidade terapêutica e eram indicados na profilaxia de certas doenças, por recomendação médica. A partir da década de 1920, entretanto, surgiu uma cultura ligada à apreciação do mar, que se intensificou nas décadas de 1930 e 1940, e gaúchos passaram a ir à praia também para se divertir. Em consequência, ocorreu a urbanização dos balneários marítimos e a transformação da paisagem no litoral gaúcho. Diante disso, a Brigada Militar intensificou as atividades de policiamento ostensivo e, a partir da década de 1950, foram destacadas frações operacionais para reforçar o policiamento nas principais praias do litoral, incluindo o contingente da Companhia Pedro e Paulo.
   Num período mais remoto, a atividade de salva-vidas era realizada por um grupo de pescadores que, voluntariamente, permaneciam à beira-mar para resgatar os veranistas que corriam risco de afogamento. Mais tarde, as prefeituras das praias mantinham um corpo de salvamento integrado por moradores locais. Com o aumento de turistas no litoral, durante o verão, o então Corpo Marítimo de Salvamento da Marinha desenvolveu um curso de guarda-vidas e, em 1970, um contingente do 8º Batalhão de Polícia Militar assumiu o serviço de salvamento, com o apoio de pescadores.
   Por conseguinte, desde o veraneio de 1969/1970, a Brigada Militar realiza a Operação Golfinho, que concentra ações de policiamento nas praias gaúchas.
   No período em que a sociedade gaúcha migra para a orla, entre os meses de dezembro e fevereiro, a Corporação acompanha esse deslocamento e mantém um aparato de segurança nas praias do Litoral Norte, Litoral Sul e nos balneários de águas interiores.
   Em 17 de março de 1971, o coronel Clóvis Antônio Soares assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar.

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Contingente da BM em Torres Imagem-1
Contingente da BM em Tramandaí (1960) Imagem-2
Policiamento ostensivo na orla (1955) Imagem-3
Policiamento ostensivo na rodoviária de Tramandaí (1974) Imagem-4
Policiamento ostensivo no litoral (1966) Imagem-5
Salva vidas.2 Imagem-6
Salva vidas Imagem-7

1974-1975

   Em 09 de agosto de 1974, o coronel Aluízio Adrovando da Silva Fraga assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar, permanecendo até o dia 18 de março de 1975, quando transmitiu o cargo ao coronel Jesus Linares Guimarães.

1978-1979

   No dia 13 de março de 1978, o coronel Cândido José Ribas da Silva assumiu o Comando-Geral da Corporação, permanecendo até o dia 19 de março de 1979, quando transmitiu o cargo ao coronel Milton Weyrich.

1980

   No ano de 1980, a Brigada Militar recebeu a visita da capitã Esther Reitman, de Bat Yam, e sargento Sara Toby, de Tel Aviv, da polícia de Israel. As policiais, que atuavam no policiamento de trânsito, demonstraram suas habilidades direcionando o tráfego intenso na esquina das Avenidas Venâncio Aires e Oswaldo Aranha, em frente ao Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre; visitaram o Quartel do Comando-Geral, o 1º BPM e a Academia de Polícia Militar, entre outras atividades. As policiais foram acompanhadas pelo capitão Paulo Brochado Filho, da Brigada Militar.
   Em julho de 1980, o Papa João Paulo II rezou sua primeira e única missa no Rio Grande do Sul, na rótula das avenidas José de Alencar e Érico Verissimo, reunindo mais de 330 mil pessoas, segundo publicação da imprensa, o que fez com que a Brigada Militar empregasse grande contingente no policiamento do local e adjacências.
   Idealizado pelo coronel Oswaldo de Oliveira, na época comandante da Academia de Polícia Militar, o Colégio Tiradentes da Brigada Militar foi criado em janeiro de 1980, aos moldes do Curso de Formação de Oficiais da Brigada Militar (CFO), com o objetivo de preparar os adolescentes para o oficialato da Corporação. Por esse motivo possuía apenas alunos do sexo masculino. Com a inclusão das mulheres na Brigada Militar, a partir de 1989, o Colégio Tiradentes passou a aceitar alunas.
   Para o ingresso na primeira turma do Colégio Tiradentes, não houve exame de seleção intelectual. Os candidatos realizaram apenas exames físico e psicológico. O exame de seleção intelectual foi realizado a partir de 1981. Posteriormente, foram criados Colégio Tiradentes em Passo Fundo (2006), Santa Maria e Pelotas (2008), Ijuí e Santo Ângelo (2009), e São Gabriel (2010).

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Imagem-1 Colégio Tiradentes da Brigada Militar de Porto Alegre
Imagem-2 Policial de Israel comandando o trânsito na Av. Osvaldo Aranha, 1980
Imagem-3 Primeira Turma do Colégio
Imagem-4 Visita do Papa João Paulo II, 1980
Imagem-5 Visita do Papa, 1980

1982

   Em 09 de fevereiro de 1982, foi aprovada a proposta da Canção da Brigada Militar, com letra e música da professora Aristilda Antonieta Rechia e do 1º Ten PM Mús Antônio Setembrino Corrêa dos Santos, respectivamente.
   No dia 12 de fevereiro do mesmo ano, o coronel Antonio Codorniz de Oliveira Filho assumiu o Comando-Geral da Corporação.

1985-1986

   A Corporação, que só possuía servidoras civis em atividades administrativas e serviços gerais, às vésperas do seu sesquicentenário, passou a pensar na criação de um segmento feminino. Após um grande período de estudos, por solicitação do governador do Estado, Jair Soares, a história da polícia feminina no Rio Grande do Sul teve início, em 08 de janeiro de 1985, com a criação da Companhia de Polícia Militar Feminina (Cia PM Fem), com um efetivo de 135 policiais.
   As primeiras dez mulheres ingressaram na Corporação, em 17 de fevereiro de 1986, para frequentar o Curso de Habilitação de Oficiais Femininos (CHOFem) na Academia de Polícia Militar. As primeiras oficias concluíram o curso, em 24 de julho de 1987, e homenagearam Anita Garibaldi.
   Diante da preocupação com a apresentação pessoal das policiais e a praticidade de seus uniformes, a Corporação convidou o estilista de alta costura Rui Spohr para desenhá-los. Os uniformes foram apresentados em um desfile realizado no Palácio Piratini, em setembro de 1986.
   No dia 10 de setembro de 1986, teve início o Curso de Formação de Sargentos Femininos (CFS Fem) na Escola de Formação e Especialização de Cabos e Soldados, em Porto Alegre. As 16 alunas concluíram o curso no dia 31 de julho de 1987.
   O Curso de Formação de Soldados Femininos teve início, em 04 de março de 1987, na Escola de Formação e Especialização de Cabos e Soldados, em Porto Alegre. Ao concluírem o curso, em 25 de setembro do mesmo ano, as formandas homenagearam Olmira Leal de Oliveira, que ficou conhecida como Cabo Toco, por ter sido a primeira mulher a ostentar uma farda e lutar nas linhas de frente da Instituição, durante os movimentos revolucionários desencadeados no período compreendido entre 1923 e 1927.
   Na mesma data, ocorreu a instalação da Companhia de Polícia Militar Feminina (Cia PM Fem) e a incorporação ao 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM), iniciando sua atividade sistemática de policiamento ostensivo em Porto Alegre, em eventos especiais na capital e no interior do Estado, e na Operação Golfinho.
   A Companhia foi desincorporada do 9º BPM, em 05 de fevereiro de 1989, indo para a sua sede própria.
   Além de atuar no policiamento ostensivo, a Cia PM Fem realizava palestras sobre educação para o trânsito nas escolas de Porto Alegre. Em outubro 1991, recebeu o Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito com um projeto de teatro de fantoches, idealizado e coordenado pela 1º Ten Carmen Isabel Andreola, que promovia a educação para o trânsito junto à comunidade gaúcha.
   Em 14 de abril de 1985, foi instalado um posto de policiamento comunitário no município de São Luiz Gonzaga/RS, que seria realizado pela 1ª companhia do 14° BPM.
   Definido o local do posto, foi realizada uma reunião com a comunidade a fim de apresentar o plano de trabalho e os policiais militares que integrariam o projeto. Posteriormente, os policiais militares visitaram as residências e empresas instaladas no local, conversando com os moradores e proprietários de empresas, proporcionando um envolvimento e comprometimento tanto dos policiais como da comunidade. A partir do ano 2000, essa ideia passou a ser difundida em nível institucional.
   No dia 14 de outubro de 1985, foi criado o Museu da Brigada Militar que se instalou, dois anos depois, no prédio da Linha de Tiro, na Chácara das Bananeiras, construído em 1910 e tombado como patrimônio histórico do Estado, em 1990. No ano de 2001, foi transferido para um antigo prédio do final do século XIX, localizado ao lado do Quartel do Comando-Geral da Corporação, no Centro Histórico de Porto Alegre. Seu acervo reúne indumentárias, insígnias, armas, material de campanha, medalhas, premiações esportivas, equipamento de bombeiros, mobiliário, viaturas e fotografias. Lanças do período farroupilha, uma das escrivaninhas que pertenceu ao general Bento Gonçalves e um canhão Whitworth (modelo 1863), utilizado na Revolução Federalista, também fazem parte do acervo.    Ainda em 1985, foi criado o Grupamento Aéreo de Policiamento Ostensivo (GUAPO), cujos helicópteros eram comandados por pilotos civis, contratados pelo Estado. Cabia à Brigada Militar a função de patrulhamento e observação a bordo.    Somente em 1989, a Corporação retomou o emprego de aeronaves no seu aparato de segurança ao criar o Grupo de Polícia Militar Aéreo (GPMA). Sua sede foi estabelecida junto ao aeroporto internacional Salgado Filho, em um hangar próprio, onde foi organizada a estrutura necessária para o seu funcionamento operacional. Em 2010, o GPMA foi transformado em Batalhão de Aviação da Brigada Militar (BAvBM), que atua de forma ostensiva em diversos eventos.
   No dia 06 de fevereiro de 1986, o coronel Nilso Narvaz assumiu o Comando-Geral da Corporação.

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Imagem-1 Cia PM Fem
Imagem-2 Formatura da 1ª turma de oficiais (24.07.1986)
Imagem-3 Formatura da 1ª turma de sargentos (31.07.1986)
Imagem-4 Formatura da 1ª turma de soldados
Imagem-5 Rui Spohr e as alunas da primeira turma de oficiais femininas da BM, durante a apresentação dos uniformes femininos (1986)

1987

   No dia 26 de fevereiro de 1987, o coronel Evaldo Rodrigues de Oliveira assumiu o Comando-Geral da Corporação, permanecendo até o dia 18 de março do mesmo ano, quando transferiu o cargo ao coronel Jerônimo Carlos Santos Braga.
   Em 4 do novembro de 1987, foram criados o Brasão de Armas e o Estandarte Histórico da Brigada Militar do Estado.

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Brasão da Brigada Militar Imagem-5






1988

   O Instituto de Pesquisa da Brigada Militar (IPBM), criado em 1988, é um dos pioneiros entre as polícias militares do país.
   Encarregado do planejamento, coordenação e execução de projetos afins, nos diversos campos de atuação da Brigada Militar, tem a missão de fomentar e promover a pesquisa, vinculada ao aperfeiçoamento das atividades dos policiais militares e dos bombeiros dentro das linhas de estratégia e fundamentos da segurança pública, gestão, operacionalidade e recursos humanos.

1989-1990

   Em 1989, deu-se início a uma estrutura para a criação de equinos, com a construção de cocheiras para garanhões, baias para maternidade, laboratório para reprodução e piquetes para manuseio dos animais.
   Em 2002, foi estruturado o criatório de equinos do 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon), visando à reprodução gradual e sistemática do plantel equino, inclusive com a possibilidade de instituir convênios com outras instituições para troca de experiências e informações, bem como o financiamento das atividades. O criatório deu origem, cinco anos mais tarde, à Coudelaria da Serra, que integra o Centro de Estudos, Treinamentos, Reprodução Animal e Preservação Ambiental “Cel Fabrício Batista De Oliveira Pillar” (CETRAPA). O local é centro de referência na produção do cavalo da raça Brasileiro de Hipismo (BH), ideal para o emprego no Policiamento Montado.
   O programa de produção de equinos distribui os animais para todos as unidades que executam o policiamento montado, depois de passarem por um processo de urbanização e treinamento no 1º RPMon.
   O programa é desenvolvido por veterinários, enfermeiros veterinários, zootecnistas, adestradores, cavalariças, casqueadores e ferrageadores, que vêm se dedicando à criação de equinos ao longo de anos.
   No dia 05 de maio de 1989, foi criado o Grupamento Florestal, integrado por 53 policiais militares especializados para a proteção ao meio ambiente, visando a atender um convênio do Comando-Geral da Brigada Militar e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). O Grupamento Florestal realizava fiscalizações no Estado, em conjunto com técnicos do órgão federal.
   O convênio com o IBAMA se extinguiu, em 1993, e o Grupamento Florestal deu origem ao Esquadrão Ambiental, vinculado ao 4º Regimento de Polícia Montada (4º RPMon), em Porto Alegre. A partir de 1994, foram formadas patrulhas ambientais (Patrams) em diversas cidades do Estado, subordinadas às unidades operacionais, que eram encarregadas da fiscalização ambiental.
   O Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) foi criado, em 22 de janeiro de 1998, quando foi extinto o Esquadrão. Sua missão inicial era realizar o policiamento ambiental em Porto Alegre e região metropolitana, preparando o caminho para incorporar as Patrams do interior do Estado.
   Em 19 de fevereiro de 1990, o coronel Carlos Walter Stocker assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar, permanecendo até 21 de fevereiro de 1991, quando transmitiu o cargo ao coronel Elói Castro Cajal. O coronel Cajal foi substituído pelo coronel Antônio Carlos Maciel Rodrigues, no dia 16 de março do mesmo ano.

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Patram em Montenegro Imagem-5
Patrams no Rio jacuí Imagem-5

1993-1994

   A Missão de Observadores das Nações Unidas em El Salvador (ONUSAL) foi estabelecida, em 26 de julho de 1991, com as atribuições de verificar a observância dos direitos humanos em El Salvador; observar o direito das pessoas circularem livremente pelo país, expressarem-se e reunirem-se livremente; receber denúncias sobre as violações dos direitos humanos, sequestros, desaparecimentos, detenções ilegais e intimidatórias; visitar livremente qualquer lugar ou estabelecimento sem aviso prévio; promover campanhas educativas e de divulgação sobre os direitos humanos.
   O primeiro contingente policial-militar brasileiro apresentou-se no local da missão, em 17 de junho de 1993, integrado por cinco oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal e dez oficiais da Brigada Militar do Rio Grande do Sul (capitães Gastão Juarez Viegas, Gaspar Neibson Ribeiro Xavier, Uilson Miguel Miranda do Amaral, Nicomedes Barros Vieira Júnior, João Francisco Franco, João Zazycki Filho, Dalmo Itaboraí dos Santos, Aurélio Ferreira Rodrigues, Ricardo Luiz Prola, Edmur Wagner e Joel Prates Pedroso).
   No dia 4 de outubro de 1993, o coronel João Vanderlan Rodrigues Vieira assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar, permanecendo até 19 de dezembro de 1994, quando transmitiu o cargo ao coronel Artidor Roque de Oliveira.
   O programa é desenvolvido por veterinários, enfermeiros veterinários, zootecnistas, adestradores, cavalariças, casqueadores e ferrageadores, que vêm se dedicando à criação de equinos ao longo de anos.
   Em novembro de 1994 foi estabelecida a Minugua (Verification Mission in Guatemala), com o principal objetivo de monitoramento das questões atinentes aos direitos humanos. A função de verificação incluía a observação do cessar-fogo entre o governo da Guatemala e a Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca (URNG), a separação de forças e a desmobilização da guerrilha.
   Entre 1994 e 2003, o Brasil cedeu 51 observadores policiais para a MINUGUA, provenientes de 15 estados, dentre os quais o Rio Grande do Sul.
   O capitão Sérgio Lemos Simões integrou o terceiro contingente enviado para a operação, em julho de 1996, designado para a cidade de Barillas, no norte do país, realizando patrulhas terrestres e aéreas, em conjunto com outros militares. Mais tarde, passou a integrar uma equipe multidisciplinar em uma missão sigilosa, em contato com os guerrilheiros, que possibilitou o início do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reinserção (DDR) dos combatentes e suscitou a total desmobilização do movimento guerrilheiro, no ano seguinte.
   Mais tarde, o capitão Sérgio passou a executar atividades de observador na cidade de Huehuetenango, realizando inspeções nos presídios e cadeias públicas, visitas aos quartéis da polícia nacional e aos quartéis do Exército Guatemalteco, ações atinentes à repatriação de refugiados, entre outras.

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Imagem-1 Oficiais da Brigada Militar em El Salvador (Correio Brigadiano-1)
Imagem-2 Oficiais da Brigada Militar em El Salvador (Correio Brigadiano-2)

1995

   No dia 3 de janeiro de 1995, o coronel Clemor Antonio Balen assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar.
   No mesmo ano, a Brigada Militar tornou-se a única força policial militar do País a administrar penitenciárias. A Corporação assumiu uma massa carcerária em torno de 6.760 detentos, abrigados no Presídio Central de Porto Alegre (PCPA), o maior do Estado, e nos regimes fechado e semiaberto da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), localizada em Charqueadas, a 57 quilômetros da capital. O trabalho é dividido com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), responsável pela coordenação técnica do trabalho de agentes penitenciários, assistentes sociais, psicólogos, advogados e profissionais da área médica. Além da administração do Presídio Central e da PEJ, a BM faz a guarda externa dos outros 94 presídios do Estado.

1996

   No dia 13 de fevereiro de 1996, o coronel José Dilamar Vieira da Luz assumiu o Comando-Geral da Corporação.
   No mesmo ano, o Termo Circunstanciado (TC) começou a ser lavrado pela BM, como projeto-piloto nas cidades de Rio Grande e Uruguaiana, para os delitos de menor potencial ofensivo (contravenções e os crimes punidos com pena máxima igual ou inferior a dois anos), cujo autor seja conhecido. A partir de 2001, passou a ser aplicado em todo o Estado.

1998-1999

   A Brigada Militar instituiu, em 1998, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) nas escolas do Estado, por intermédio de policiais militares voluntários e com capacitação específica.
   O Proerd foi baseado no programa D.A.R.E. (Drug Abuse Resistance Education), criado pela Professora Rutty Hellen em parceria com o Departamento de Polícia da cidade de Los Angeles, Califórnia, em 1983. No Brasil, o programa foi implantado pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, em 1992, e difundido para outros estados brasileiros, posteriormente.
   O programa tem o objetivo de desenvolver uma ação conjunta entre o policial militar, professores, especialistas, estudantes, pais e comunidade, para prevenir e reduzir o uso de drogas e a violência na comunidade escolar, a partir de aulas semanais desenvolvidas por policiais militares capacitados, com a presença do professor em sala, e de reuniões com professores e pais de alunos.
   Em julho de 2011, pela primeira vez, a Brigada Militar enviou uma comitiva integrada pela tenente-coronel Silvia Vissot Bitencourt, máster do Proerd; capitã Letícia Dall´Igna, mentora do Proerd; e tenente Nilton Jose Tavares, máster do Proerd, para participar da 24ª Conferencia Internacional do Proerd, em Nashville, Tenesse, nos Estados Unidos. Além de atualização e qualificação profissional, o objetivo maior era propor à equipe diretiva do D.A.R.E. a oficialização do Proerd/RS como Centro de Treinamento, possibilitando maior interação com as polícias do Uruguai e da Argentina, eis que já haviam sido formados os primeiros pais e alunos uruguaios, por meio de parceria entre instrutores do Proerd de Santana do Livramento e a Polícia de Rivera (Uruguai). Os objetivos da viagem foram atingidos com sucesso e, no encontro de comemoração dos 18 anos do Proerd de São Paulo, em novembro de 2011, o diretor internacional do D.A.R.E., Mike Kuhlman, entregou ao comandante-geral da Brigada Militar a certificação para o Centro de Treinamento Oficial do D.A.R.E./Proerd, que foi denominado de Centro Mercosul de Formação Proerd.
   Em 02 de janeiro de 1999, o coronel Roberto Ludwig assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar, permanecendo até o dia 04 de maio do ano seguinte, quando transmitiu o cargo ao coronel Nélvio Alberto Neummann.

2003-2004

   Em 02 de janeiro de 2003, o coronel Nelson Pafiadache da Rocha assumiu o Comando-Geral da Corporação.
   A United Nations Interim Administration Mission in Kosovo (UNMIK) teve início, no ano de 1999, após o bombardeio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), na região de Kosovo. O capitão Emílio Barboza Teixeira passou a integrar a missão Paz da ONU em Kosovo, em 27 de dezembro de 2004, na Unidade de Investigação de Crime de Guerra, com a atribuição de localizar desaparecidos de guerra.
   Ainda em 2004, foi criada a United Nations Stabilization Mission in Haiti (MINUSTAH). As tropas brasileiras tinham a missão de contribuir para a manutenção do ambiente seguro e estável no Haiti, cooperar com as atividades de assistência humanitária e de fortalecimento das instituições nacionais e realizar operações militares de manutenção da paz na sua área de responsabilidade.
   Nesse cenário, a Brigada Militar foi representada pelo capitão Tales Américo Osório que chegou ao Haiti, em 1º de novembro de 2005, e foi designado para atuar na Diretoria de Operações da MINUSTAH, auxiliando na coordenação e participando de operações conjuntas que resultaram na prisão dos principais líderes das facções criminosas haitianas. O capitão Osório deixou a missão de paz em novembro de 2006 e, no mês seguinte, o capitão Ricardo Freitas da Silva foi classificado na mesma Diretoria, trabalhando no planejamento, preparação e execução das operações policiais conjuntas, em todo o país.
   Em junho do ano seguinte, o capitão Marco Antonio dos Santos Morais chegou ao Haiti e foi designado para atuar na Unidade de Trânsito e Circulação, com a atribuição de treinar e monitorar os policiais de trânsito e, mais tarde, foi para a Unidade de Coordenação de Operações da DIROPS. Em dezembro de 2007, o capitão Moggar Frederes de Mattos passou a trabalhar na Academia de Polícia Nacional Haitiana, retornando no final de 2008.
   No dia 05 de junho de 2004, o coronel Airton Carlos da Costa assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar.
   Em novembro de 2004, foram criados os 1º Batalhão de Policiamento em Área Turística (1º BPAT), para atuar na Região das Hortênsias, e o 2º BPAT, com abrangência nos balneários do Litoral Norte. Para tanto, os policiais militares passaram por um curso de capacitação turística que abordou temas como Fundamentos da Teoria Geral do Turismo, Noções de Hospitalidade, Segurança Turística, Psicologia Aplicada ao Turismo, Noções de Língua Inglesa e Espanhola e Legislação Turística, com o objetivo de bem atender os turistas que visitam o Estado.

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Imagem-1 Cap Freitas no Haiti (arquivo pessoal do oficial)
Imagem-2 Cap Marco no Haiti (arquivo pessoal do oficial)
Imagem-3 Cap Osório no Haiti (arquivo pessoal do oficial)

2005

   Criado em 25 de abril de 2005, o Centro de Formação Aeropolicial (CFAer) da Brigada Militar (BM) é uma das únicas escolas aeronáuticas na área de segurança pública homologada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para ministrar todas as modalidades de cursos de pilotagem.
   O CFAer, situado em Capão da Canoa, Litoral Norte, no aeródromo administrado pela Corporação, realiza, ainda, treinamentos práticos de combate a incêndio, tiro embarcado, salvamento aquático e resgate aeromédico, além das mais diversas situações que possam ser vivenciadas pela tripulação e pilotos.
   Em setembro de 2012, inaugurou a pista de treinamento e a plataforma simulada de helicóptero utilizadas na preparação prática de desembarque de aeronaves, salvamento aquático, rapel e resgate de vítimas em locais confinados. O objetivo é o contínuo aperfeiçoamento das atividades de tripulante operacional multimissão, gerando economia e excelência na utilização das aeronaves da BM em missões de emprego operacional.
   Em julho de 2005, 36 oficiais da Brigada Militar participaram da seleção para atuar em missões de paz da ONU, com provas de domínio da língua estrangeira, habilitação em condução de veículo militar padrão ONU e prova de tiro, sob a coordenação do Comando de Operações Terrestres do Exército Brasileiro (COTER).
   Somente cinco oficiais foram selecionados e, desde então, passaram a ser encaminhados para áreas de conflito conforme o domínio em idioma de cada um.

2006

   Em 21 de abril de 2006, foi fundada a Academia Brigadiana de Letras (ABRIL), idealizada pelo seu patrono perpétuo JOSÉ HILÁRIO RETAMOZO.

2007

   No dia 3 de janeiro de 2007, o coronel Edson Ferreira Alves assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar, permanecendo até o dia 16 de maio do mesmo ano, quando transmitiu o cargo ao coronel Nilson Nobre Bueno.
   O destaque da excelência do canil da Brigada Militar levou dois cães a atuarem no policiamento dos jogos Panamericanos, no Rio de Janeiro, em 2007, fazendo o faro de explosivos no complexo da Vila Panamericana e acompanhamento das comitivas de americanos e israelenses.

2008

   Em 13 de junho de 2008, o coronel Paulo Roberto Mendes Rodrigues assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar, permanecendo até o dia 11 de dezembro do mesmo ano, quando transmitui o cargo ao coronel João Carlos Trindade Lopes.
   Ao comemorar 30 anos, o “Gaúcha Hoje” premiou nomes que se destacaram nas últimas três décadas, nas áreas de Responsabilidade Social, Esporte, Cultura e Vida Pública. A Brigada Militar foi eleita em primeiro lugar pela população, na categoria Vida Pública. O Prêmio Gaúcha 30 Anos foi entregue pelo apresentador Antônio Carlos Macedo, durante o programa, no dia 9 de dezembro de 2008, ao comandante-geral da BM, coronel Paulo Roberto Mendes Rodrigues, e ao chefe do Estado-Maior da BM, coronel João Batista Gil.

2010

   A United Nations Integrated Peacebuilding Office in Guinea-Bissau (UNIOGBIS) recebeu, entre fevereiro de 2010 e fevereiro de 2011, o capitão Tales Américo Osório. A missão da UNPOL era participar da reestruturação do sistema policial do país.

2011

   No dia 1 de janeiro de 2011, o coronel Sérgio Roberto de Abreu assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar.
   A Brigada Militar vem realizando ações conjuntas com as polícias militares de Santa Catarina e do Paraná e com as instituições de segurança do Uruguai, das províncias de Corrientes e Misiones, na Argentina, e do Paraguai com o intuito de aprimorar a prestação de serviços nas áreas de fronteira.
   O processo iniciou, em março de 2011, com uma reunião em Misiones, quando foi debatida a atuação partilhada dessas forças de segurança, a fim de buscar a redução da incidência de ilícitos, em todas as suas formas. Na ocasião, foi assinado um protocolo de intenções, estabelecendo o Tratado de Fronteiras.
   O acordo prevê operações conjuntas em áreas de fronteiras, a padronização de procedimentos nessas regiões, de acordo com as esferas de competência de cada instituição participante, e a criação de canais de comunicação para o atendimento de ocorrências que envolvam estrangeiros. O documento estabelece, ainda, a atuação comum, de forma preventiva e repressiva, ao tráfico de entorpecentes, de pessoas e de armas, e a crimes ambientais. O protocolo também visa a estreitar canais de comunicação na área de inteligência criminal, compartilhar conhecimentos e trocar experiências entre as polícias.

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2012

   A Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS) teve início em 2011 e contou com a participação do capitão Marco Antonio dos Santos Morais que, entre março de 2012 e março de 2013, desenvolveu atividades de treinamento dos policiais da South Sudan National Police Service (SSNPS) lotados em Akobo e em distritos próximos; de verificação da condição dos presos existentes no local; trabalhou no Quartel do Comando Estadual da UNPOL, em Torit, e no posto de Coordenação Estadual de Operações, além de exercer as funções de comandante-geral da UNPOL, em Eastern Equatoria, entre outras. Em março de 2013, o capitão Marco foi substituído pelo capitão Laudemir da Rosa Gomes, que retornou em março de 2014.
   Com o advento da Lei Maria da Penha e diante dos expressivos índices de violência contra mulheres, em especial os feminicídios, a Brigada Militar articulou-se para atender às demandas de proteção dessas vítimas nas regiões onde os resultados eram mais elevados.
   Assim, em 20 de outubro de 2012, a Brigada Militar criou as Patrulhas Maria da Penha para atuar, inicialmente, nos bairros que apresentavam altas taxas de violência e de homicídios na área do Comando de Policiamento da Capital (CPC). A atuação apenas nos bairros Lomba do Pinheiro, Rubem Berta, Restinga e Santa Tereza deveu-se ao fato de ser um projeto-piloto e de haver, nessa ocasião, poucos policiais habilitados para atuar junto às mulheres vítimas de violência doméstica.
   Com efetivo capacitado para atuar com mais sensibilidade e conhecimento sobre a realidade das vítimas e para compreender a enorme dificuldade que elas têm em denunciar seus agressores, em viaturas identificadas com a logomarca do programa, as Patrulhas Maria da Penha atuam preventivamente, realizando visitas periódicas às mulheres que possuem Medidas Protetivas de Urgência, para verificar se estão sendo cumpridas. Gradativamente, foram instaladas 32 patrulhas em 27 municípios do Estado.
   A Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar serviu de referência para outros Estados do Brasil e, por seu pioneirismo e pela excelência de sua atuação, recebeu, em julho de 2017, o prêmio Destaque no Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em São Paulo, na modalidade 'Práticas Inovadoras no Enfrentamento da Violência contra a Mulher no Brasil'.
   No dia 12 de dezembro de 2012, a Brigada Militar recebeu o Prêmio Estadual de Direitos Humanos. A premiação teve o objetivo de reconhecer as pessoas físicas ou jurídicas que se destacaram na promoção e defesa dos direitos humanos no Rio Grande do Sul, neste ano.
   O prêmio Estadual de Direitos Humanos foi reeditado pela Secretaria da Justiça e Direitos Humanos do Estado, em parceria com a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e a Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho.

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Entrega do prêmio Direitos Humanos Imagem-1
Na Lomba do Pinheiro, 2013 (foto de Claudio Fachel, Palácio Piratini) Imagem-2
Patrulha Maria da Penha (foto de Robson Alves, PM5) Imagem-3
Patrulha Maria da Penha (foto Divulgação Governo RS) Imagem-4
Patrulha Maria da Penha, 19º BPM Imagem-5
Prêmio Direitos Humanos Imagem-6

2013-2014

   No dia 1º de fevereiro de 2013, o coronel Fábio Duarte Fernandes assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar.
   Porto Alegre foi uma das sedes dos jogos, durante a Copa do Mundo em 2014. Diante disso, a Brigada Militar se estruturou com a instrução e a formação de seu efetivo, montagem de instalações físicas, aquisição de equipamentos, viaturas e a implementação de centros de produção e treinamento de cães e cavalos para o evento futebolístico.
   O 4º RPMon preparou-se para cumprir o caderno de encargos da Federação Internacional de Futebol (FIFA), pois o policiamento montado é fundamental e obrigatório nas proximidades dos estádios e locais de concentração de público. Para tanto, criou um centro de treinamento, com mil metros quadrados, onde foram simulados os obstáculos que os equinos poderão encontrar nas ruas de Porto Alegre, para que aprendam a superá-los sem sustos.
   Uma das novidades para ampliar segurança durante a Copa foi a plataforma de observação elevada da Brigada Militar, com 14 câmeras externas, sendo duas em 360 graus e uma térmica com visão noturna, com 15 metros de altura, que possibilita um monitoramento minucioso e em tempo real.
   A Corporação recebeu 300 exoesqueletos, para serem utilizados na contenção de distúrbios e foi a primeira a receber o Sensor Eletro-Ótico e Infravermelho (Electro-Optical and Infrared System - EO/IR), também conhecido como imageador térmico, que, instalado em um helicóptero da Brigada Militar, tem capacidade de operação diurna e noturna e filmagem à longa distância, contém sistemas de mapas digitais, de gravação e de transmissão de vídeo em tempo real, integrados ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).
   A Brigada Militar recebeu, ainda um kit antibomba, incluindo um robô que é capaz de realizar aproximação e avaliação de objetos suspeitos e artefatos explosivos, evitando que os policiais se arrisquem. Policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foram treinados para operar o equipamento. O robô é capaz de subir escadas, pegar objetos em prateleiras, se deslocar por rampas e arrastar objetos de até 60 quilos, tem dispositivos de interação que possibilitam intermediar uma negociação.
   Em 3 de novembro de 2014, o coronel Silanus Serenito de Oliveira assumiu o Comando-Geral da Corporação.

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Imagem-1 Banda da BM e Factor 12 na Copa 2014
Imagem-2 Exoesqueletos (foto Robson Alves)
Imagem-3  Kit Antibomba (foto de Cláudio Fachel, Palácio Piratini)
Imagem-4 Sistema de imageamento aéreo (foto Pedro Revillion, Palácio Piratini)
Imagem-5 Treinamento para o policiamento montado

2015

   No dia 1º de janeiro de 2015, o coronel Alfeu Freitas Moreira assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar.
   Neste mesmo ano, foi implementado o Programa Avante, cujos pilares eram: a gestão por resultados, a partir do acompanhamento das ações e indicadores em todas as áreas da Instituição, transformando estratégias em resultados; a reestruturação dos processos e a maturidade na gestão de projetos estratégicos; o compartilhamento de boas práticas, ou seja, das iniciativas bem sucedidas; e a valorização profissional, com o reconhecimento das equipes de trabalho, iniciativas de reconhecimento e de melhoria da qualidade de vida dos servidores, dentro e fora do ambiente de trabalho.

2016

   Em 2016, foi criada a Operação Avante da Brigada Militar, que se utilizou de um programa de gestão homônimo para o planejamento das ações institucionais com base nos números dos indicadores de criminalidade.
   Além do trabalho realizado pelo policiamento ostensivo preventivo, a Operação Avante emprega os brigadianos em abordagens policiais qualificadas, barreiras dinâmicas e ações repressivas, levando em consideração os indicadores criminais peculiares em cada região e também dados de inteligência policial.
   Em 17 de fevereiro de 2016, o capitão Wagner Estanislau Wasenkeski iniciou sua participação na United Nations Integrated Peacebulding Office in Guinea-Bissau (UNIOGBIS), desenvolvendo atividades de patrulhamento, planejamento e instrução aos policiais locais sobre assuntos técnico-profissionais voltados às ações de segurança pública no país, destacando-se a implantação do modelo de polícia comunitária e palestras em escolas, para os alunos e seus pais, sobre o Programa de Resistências às Drogas e à Violência (PROERD). Posteriormente, foi transferido para Bubaque, onde passou a atuar nas investigações de crimes como tráfico de crianças, violência doméstica e violações dos direitos humanos.

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Imagem-1 Cap Wasenkeski, em uma escola na Guiné Bissau (arquivo pessoal)

2017

   No dia 18 de janeiro de 2017, o coronel Andreis Silvio Dal'Lago assumiu o Comando-Geral da Brigada Militar.
   O sistema de saúde, um dos eixos prioritários na gestão do Comando-Geral, incluiu a inauguração do Centro Clínico do Hospital da Brigada Militar de Porto Alegre, com 13 consultórios, duas salas para cirurgias ambulatoriais, clínica de vacinas, coleta de laboratório, radiologia, Instituto de Oncologia, Instituto da Mulher, pronto atendimento em ortopedia e traumatologia, além da instalação de dois elevadores para pacientes, aquisição de macas e de outros equipamentos, dentre os quais dois intensificadores de imagem (arcos em C), que serão utilizados em cirurgias vasculares, urológicas, cardíacas e, principalmente, traumatológicas.
   Houve a instituição do Conselho de Assessoramento Estratégico do Comando-Geral, composto por todos os oficiais que possuem o Curso de Especialização em Políticas e Gestão de Segurança Pública (CEPGSP), a instituição do Grupo de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação, e a criação do programa Avante Sênior, integrado por policiais militares inativos que desejem colaborar e participar com o desenvolvimento de projetos e estratégias de melhoria e aperfeiçoamento da Corporação.
   O sistema de saúde da Brigada Militar, outro eixo prioritário do Comando-Geral, foi regulamentado e o Curso de Especialização em Políticas e Gestão de Segurança Pública (CEPGSP) e o Curso Avançado de Administração Policial-Militar (CAAPM) passarão a ser desenvolvidos como doutorado profissional e mestrado profissional stricto sensu, respectivamente. O Curso Superior de Polícia Militar (CSPM) será desenvolvido como curso de graduação, enquanto o Curso Básico de Oficiais de Saúde (CBOS), como Curso de Especialização em Gestão de Saúde Policial Militar, em nível de pós-graduação lato sensu.
Destacaram-se, ainda, a criação do Selo Comemorativo aos 180 Anos, da Medalha dos 180 Anos da BM e da Moeda Alusiva ao Aniversário da BM.
  Em 08 de julho de 2017, foi aprovada a desvinculação do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar.

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Cel Nivaldo Restivo, comandante-geral da PM de São Paulo, é agraciado com a medalha de 180 anos Imagem-1
Formatura do Curso Básico de Oficiais da Saúde da Brigada Militar, em 24 de novembro de 2017 Imagem-2
Selo Comemorativo aos 180 Anos Imagem-3
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